
A jornalista Adriana Araújo comentou, durante o Jornal da Band, os desdobramentos do chamado “Caso Gisele”, que investiga a morte da policial militar Gisele Alves Santana como feminicídio.
No comentário, a apresentadora criticou a atuação do governo de São Paulo e afirmou que houve demora na manifestação pública sobre o caso.
“Uma patente, muitos privilégios. Banho na cena do crime, apoio do desembargador amigo, tapinha nas costas na chegada ao presídio militar. E o governador de São Paulo, silêncio. Nem uma palavra sobre nenhum desses absurdos”, disse.
A jornalista também questionou a rapidez de medidas envolvendo o réu, o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto.
“Tarcísio de Freitas só falou sobre o caso 34 dias depois do assassinato, cobrado por jornalistas. Aí vem o escárnio: aposentadoria integral para Geraldo Rosa Neto, relâmpago, em sete dias”, afirmou.
Segundo a apresentadora, não houve contato de autoridades com a família da vítima.
“E para a família da soldado Gisele, silêncio. Nenhum telefonema. Nem do governador, nem do secretário de Segurança, nem do comandante da PM”, declarou.
Ela também mencionou a situação da filha da policial.
“A pensão para a filha só saiu depois da pressão do jornalismo da Band. Mas a palavra solidariedade…”, disse, antes de o áudio do vídeo apresentar repetição da palavra “solidariedade” até o encerramento.
O caso segue sob investigação. Até o momento, não há informação, neste conteúdo, sobre posicionamento oficial do governo de São Paulo em relação às declarações.

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