“Se eu estou morto, tá fazendo questão de defunto pra quê?” questiona Melk

A declaração foi feita na terça-feira (11), em discurso no plenário na Câmara de Vereadores.

“Se eu estou morto, tá fazendo questão de defunto pra quê?” questiona Melk- Foto arquivo pessoal/reprodução Facebook.

O vereador  de Madre de Deus Pastor Melk (PPS) rebateu na terça-feira (11), em discurso no plenário na Câmara Municipal, os críticos de seu mandato que ele descreveu como “cientistas políticos”. O parlamentar aumentou o tom das declarações, afirmando: “Estarei no palanque aonde me couber, aonde convier e pra onde decidir ir”. Discorrendo em seguida que não tem medo de disputar as eleições ao justificar que passou por outros processos difíceis.

“Senhores cientistas políticos que andam dizendo e falando: ‘que Pastor Melk está morto’. Se eu estou morto, tá fazendo questão de defunto pra quê? Briga porque está vivo rapaz! Mas tá fazendo questão de defunto pra quê? Pra que quer um defunto? Me deixa cá quieto, morto! Mas não, tô morto hoje por quê? Porque não estou fazendo os favores para meus senhores”, disse.

Ele acrescenta que existem “senhores em todos os níveis” de “marajás aos pequenos servos que se sentem senhores também”.

“Gente da rabeta lá que se sentem senhor, que colocou na cabeça que é manda chuva, que pensa política em Madre de Deus e que se tornou essa grande pessoa agora. E acha que deve dizer pra gente pra aonde nós vamos e o que tem que ser feito:’ vá dizer pra sua vida isso, vá dizer pra você, faça o que você quiser e o não me meto na sua vida’. Agora não se meta também na minha! Não vou mais me calar”, dispara.

segundo ele,  o tempo no plenário é para fazer  política e justifica que por isso não prega o evangelho na Câmara, afirmando que o evangelho é pregado por ele nas igrejas.

“Se bater recebe, se falar eu vou falar aqui também, se citar meu nome vou citar o nome também aqui de gente. Porque alguns acham que só eles sabem das coisas. Entendam, que eu tô dentro do sistema, eu enxergo mais que você que tá fora. Então não pense porque eu fico calado que eu não gosto de denegrir a imagem de ninguém, não gosto de ficar na vida de ninguém, cada um faça o acerto que quiser fazer”, disse.

O Pastor não direcionou as críticas de forma especifica, mas afirmou que se o nome dele voltar a ser citado vai usar o plenário e a justiça para revelar a identidade dos críticos.

O político afirma que a decisão de caminhar com o pré-candidato é dele, disse ainda, que pessoas que nunca o ajudaram estão preocupados com ele. “Isso é coisa do diabo, isso é coisa do santanas.” Ele ressalta ainda que a única decisão foi feita através da aliança com o secretário de cultura e vereador licenciado, Marden Lessa (PCdoB) sobre a pré-candidatura a prefeito.