Resultado das eleições interrompe hegemonia política na Câmara de Madre de Deus

Ao todo, 112 pessoas concorreram ao cargo de vereador.

PL que previa aumento na taxa de luz não será registrado, nem votado, diz Câmara -Foto: Bahia Manchetes.

O resultado das eleições em Madre de Deus no domingo (15) definiu o nome dos 11 vereadores que vão compor a Câmara Municipal de 2021 a 2024.

O PSD triplicou o número de parlamentares, de 1 eleito em 2016 para 3 neste ano, e se tornou uma das maiores bancadas do Legislativo.

O Solidariedade também ampliou o número de representantes na Casa, passando de 2 antes do pleito, para três vereadores.

O PSB continua com dois parlamentares na Casa. Ao todo, 112 pessoas concorreram ao cargo de vereador. A disputa teve 13.100 votos válidos (95,38%).

A Câmara recebe 4 novos vereadores: Mirlene Dourado (SD), Jilvan Valadão (SD), André da Limpeza (PSD) e Michele Paz. Adailton do Suape (PCdoB) volta ao Legislativo após participar e perder na disputa pela prefeitura em 2016.

A disputa pelo Executivo resultou num cenário parecido na Câmara. Mirlene Dourado foi a vereadora mais votada neste ano, seguida por Jodiane Alves (PTB). Mirlene é irmã de Dailton Filho (PSB), que foi eleito prefeito de Madre de Deus. Jodiane é esposa de Jailton Polícia (PTB) que ficou em segundo lugar na disputa pelo Executivo.

Entre os vereadores de mandato, 6 foram reeleitos, são eles: Paulinho de Nalva (Republicanos), Marden Lessa (PSB), Val Peças (PSB), Pastor Melk (SD), Jodiane Alves (PTB) e Renato de Martins (PSD).

Quatro parlamentares que tentavam a reeleição ficarão de fora da Câmara em 2021. O vereador Anselmo Duarte (PP), nunca havia perdido a vaga no Legislativo desde a emancipação política do município.

Dessa vez, o edil não conseguiu manter a cadeira na Casa, interrompendo o mandato de três décadas no Legislativo. Além dele, os vereadores Juscelino Silva (SD), Joyce Lima (Republicanos) e Kikito Tourinho (PTB) também ficaram de fora da próxima legislatura.

A vereadora Cláudia Copque (DEM) não disputou a reeleição, mas tentou emplacar o filho em seu lugar. Guibson Copque (DEM) que não conseguiu conquistar uma cadeira na Câmara.

O ex-secretário de esportes Jibson Coutinho, pai de Guibson, deixou a Câmara na disputa de 2012, mas conseguiu colocar a esposa Cláudia em seu lugar. As derrotas de Guibson e Anselmo, encerra um longo ciclo de hegemonia política no Legislativo.

Nesta eleição, outras famílias que já tiveram representantes na Casa, não conseguiram voltar ao parlamento municipal, são eles, Beto Pitangueira (DEM) e Lorena Brito (PSD).

Beto é filho do ex-prefeito Edmundo Pitangueira (In Memoriam) e irmão de Tânia Pitangueira que deixou a Casa ao perder a eleição em 2016. Beto obteve 78 votos e o partido Democratas não conseguiu emplacar nenhum vereador.

Lorena é filha da ex-prefeita Nita Brito (PP), que disputou a eleição como vice-prefeita de Jailton Política (PTB) que perdeu a eleição para Dailton Filho (PSB).

Lorena conquistou 236 votos e não conseguiu garantir uma cadeira na Câmara, mas o PSB emplacou três representantes.

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