Resultado das eleições interrompe hegemonia política na Câmara de Madre de Deus

Ao todo, 112 pessoas concorreram ao cargo de vereador.

Câmara de Madre de Deus aprova orçamento para 2022 e autoriza 100% de remanejamento -Foto: Bahia Manchetes.

O resultado das eleições em Madre de Deus no domingo (15) definiu o nome dos 11 vereadores que vão compor a Câmara Municipal de 2021 a 2024.

O PSD triplicou o número de parlamentares, de 1 eleito em 2016 para 3 neste ano, e se tornou uma das maiores bancadas do Legislativo.

O Solidariedade também ampliou o número de representantes na Casa, passando de 2 antes do pleito, para três vereadores.

O PSB continua com dois parlamentares na Casa. Ao todo, 112 pessoas concorreram ao cargo de vereador. A disputa teve 13.100 votos válidos (95,38%).

A Câmara recebe 4 novos vereadores: Mirlene Dourado (SD), Jilvan Valadão (SD), André da Limpeza (PSD) e Michele Paz. Adailton do Suape (PCdoB) volta ao Legislativo após participar e perder na disputa pela prefeitura em 2016.

A disputa pelo Executivo resultou num cenário parecido na Câmara. Mirlene Dourado foi a vereadora mais votada neste ano, seguida por Jodiane Alves (PTB). Mirlene é irmã de Dailton Filho (PSB), que foi eleito prefeito de Madre de Deus. Jodiane é esposa de Jailton Polícia (PTB) que ficou em segundo lugar na disputa pelo Executivo.

Entre os vereadores de mandato, 6 foram reeleitos, são eles: Paulinho de Nalva (Republicanos), Marden Lessa (PSB), Val Peças (PSB), Pastor Melk (SD), Jodiane Alves (PTB) e Renato de Martins (PSD).

Quatro parlamentares que tentavam a reeleição ficarão de fora da Câmara em 2021. O vereador Anselmo Duarte (PP), nunca havia perdido a vaga no Legislativo desde a emancipação política do município.

Dessa vez, o edil não conseguiu manter a cadeira na Casa, interrompendo o mandato de três décadas no Legislativo. Além dele, os vereadores Juscelino Silva (SD), Joyce Lima (Republicanos) e Kikito Tourinho (PTB) também ficaram de fora da próxima legislatura.

A vereadora Cláudia Copque (DEM) não disputou a reeleição, mas tentou emplacar o filho em seu lugar. Guibson Copque (DEM) que não conseguiu conquistar uma cadeira na Câmara.

O ex-secretário de esportes Jibson Coutinho, pai de Guibson, deixou a Câmara na disputa de 2012, mas conseguiu colocar a esposa Cláudia em seu lugar. As derrotas de Guibson e Anselmo, encerra um longo ciclo de hegemonia política no Legislativo.

Nesta eleição, outras famílias que já tiveram representantes na Casa, não conseguiram voltar ao parlamento municipal, são eles, Beto Pitangueira (DEM) e Lorena Brito (PSD).

Beto é filho do ex-prefeito Edmundo Pitangueira (In Memoriam) e irmão de Tânia Pitangueira que deixou a Casa ao perder a eleição em 2016. Beto obteve 78 votos e o partido Democratas não conseguiu emplacar nenhum vereador.

Lorena é filha da ex-prefeita Nita Brito (PP), que disputou a eleição como vice-prefeita de Jailton Política (PTB) que perdeu a eleição para Dailton Filho (PSB).

Lorena conquistou 236 votos e não conseguiu garantir uma cadeira na Câmara, mas o PSB emplacou três representantes.

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