
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, de 38 anos, foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em Barueri, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil paulista contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação, chamada Operação Vérnix, apura a suspeita de que empresas e contas bancárias tenham sido usadas para movimentar, ocultar e reinserir valores de origem ilícita na economia formal.
A investigação mira integrantes da cúpula da facção, familiares e pessoas apontadas como responsáveis por operações financeiras ligadas ao grupo criminoso.
Entre os alvos também está Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pelas autoridades como chefe do PCC.
Ele já está preso no sistema penitenciário federal. Parentes dele também são investigados no caso.
De acordo com a investigação, contas ligadas a Deolane teriam recebido valores associados ao esquema financeiro apurado pelos órgãos de segurança.
Os investigadores analisam depósitos, transferências bancárias e a possível utilização de empresas para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados. No caso de Deolane, foram bloqueados R$ 27 milhões, segundo informações relacionadas à operação. A medida é cautelar e tem como objetivo preservar recursos enquanto a investigação segue em andamento.
Na noite anterior à prisão, Deolane publicou um vídeo nas redes sociais em que comentava a ausência no perfil e prometia retomar a rotina de publicações.
No registro, feito em um elevador, ela afirmou que ficaria “bem ativa” nas redes no dia seguinte.
A postagem ocorreu na quarta-feira (20), poucas horas antes do cumprimento do mandado.
Deolane já havia sido presa em setembro de 2024, em Pernambuco, durante a Operação Integration, que investigava suspeitas de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Ela foi solta posteriormente por decisão judicial.
Até a última atualização, a operação seguia em andamento. A prisão preventiva não representa condenação, e os investigados poderão apresentar defesa no curso do processo.

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