
Uma conselheira da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA) denunciou ter sido vítima de importunação sexual durante um evento da advocacia realizado no Centro Histórico de Salvador. O caso teria ocorrido na noite de segunda-feira (18), durante a festa de lançamento da 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira.
Segundo o relato da advogada, o suspeito é um conselheiro da OAB de Mato Grosso. O evento foi organizado pelo Conselho Federal da OAB e pela OAB Bahia, com participação restrita a conselheiros estaduais e federais da instituição.
De acordo com a denúncia, o homem teria feito abordagens insistentes ao longo da noite, com comentários sobre a aparência da conselheira e tentativas de aproximação. A advogada afirmou que recusou as investidas e deixou claro que não tinha interesse.
Ainda segundo o relato, em determinado momento, o conselheiro teria tocado na perna dela sem consentimento. Após o episódio, a conselheira decidiu deixar o local acompanhada de outra integrante da OAB.
A vítima também relatou que foi seguida até a área externa do evento. Conforme a denúncia, o homem a teria puxado pelo braço e, em seguida, colocado dinheiro em sua mão. A conselheira afirmou que recusou a abordagem e foi embora.
A advogada registrou ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Salvador, e também prestou depoimento na Casa da Mulher Brasileira. A Polícia Civil informou que investiga uma denúncia de importunação sexual contra um homem de 36 anos e que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias do caso.
Em nota, a OAB Bahia informou que acompanha a situação e presta acolhimento à conselheira. A entidade afirmou que acionou as medidas previstas no Protocolo de Atendimento às Advogadas Vítimas de Violência de Gênero e que encaminhou ofício ao Conselho Federal da OAB para as providências cabíveis.
A OAB-BA também afirmou que solicitou intervenção no inquérito como assistente da vítima e que seguirá adotando as medidas necessárias. A instituição declarou ainda que o assédio é inaceitável na advocacia e na sociedade.
A OAB de Mato Grosso informou que a presidente da seccional, Gisela Cardoso, foi comunicada sobre o caso e que tomará conhecimento integral dos fatos para adoção das providências cabíveis. A entidade afirmou que repudia qualquer ação de assédio contra a mulher, seja de gênero, moral ou sexual.
Até a última atualização, o caso seguia sob investigação. O nome do suspeito não foi divulgado oficialmente pela Polícia Civil nem pelas instituições citadas.

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