Após 3 anos de concessão, o que mudou no Terminal Marítimo de Madre de Deus?

Concessionária ainda esbarra em forte resistência por parte da população que mora nas ilhas, e de agentes políticos do município.

Após 3 anos de concessão, o que mudou no Terminal Marítimo de Madre de Deus?

Três anos após a Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (Sinart), ganhar a concessão para administração do Terminal Marítimo de Madre de Deus, o resultado que ainda causa maior impacto entre os passageiros que fazem a travessia diária é a cobrança da tarifa.

Para os defensores da concessão, o principal triunfo foi a geração de algumas vagas de emprego, e a isenção da prefeitura em novos gastos com a manutenção do pier.  Entre os críticos, o investimento de R$ 3,1 milhões  na reforma do terminal feito pelo poder  público não justifica o prazo de 23 anos concedido à iniciativa privada pelo prefeito Jeferson Andrade.

Parte do terminal está sendo usado como deposito (Foto: Bahia Manchetes)

Diante disso, a concessionária ainda esbarra em forte resistência por parte da população que mora nas ilhas, e de agentes políticos do município. Cerca de 1 mil pessoas passam pelo terminal marítimo diariamente, entre pagantes e não pagantes. Desde que a Sinart assumiu, fez algumas reformas e melhorias no local, inclusive, na rampa de acesso ao flutuante que desabou ano passado. Não houve registro de feridos.

Rampa de acesso ao flutuante antes do acidente (Foto: divulgação)

Dez meses depois do acidente, a empresa ainda não tem previsão de quando a rampa será reconstruída. Parte da ponte, permanece interditada, servindo de deposito de corrimões da antiga rampa, aumentando o fluxo de passageiros no outro lado, usado como embarque e desembarque. Procurado pelo Bahia Manchetes, o gerente Gustavo Pluma disse que ainda não tinha informações a respeito da nova rampa, e que assunto estava com o pessoal de engenharia. “Assim que eu obtiver informações passarei”, afirmou Pluma através de uma mensagem de celular

Após 3 anos de concessão, o que mudou no Terminal Marítimo de Madre de Deus? (Trabalhadores fazem serviço sem EPIs)

Sem a segunda rampa,  o terminal está funcionando com apenas 50%  de sua capacidade, causando desconforto para os passageiros. “Isso atrapalha a gente, principalmente nos finais de semana. O pessoal está fazendo o serviço no outro flutuante, mas ninguém vem aqui fiscalizar, quando  acontece um acidente vem todo mundo”, reclamou a passageira que não quis ter a identidade revelada, ao apontar para os trabalhadores sem crachas ou Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Outra reclamação, dessa vez dos permissionários é em relação a dificuldade  de pagar o valor do aluguel no terminal, diante do baixo movimento. Apesar de ter uma bela paisagem, os comerciantes não conseguiram impulsionar as vendas.

Parte de ponte é utilizada  como deposito (Bahia Manchetes)

 

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