Vereadora Joyce descreve o desabafo do trabalhador como um ‘um grito de socorro’

Ela ressalta que sempre acompanhou a distribuição das cestas desde o incio da pandemia, e que, esse é o seu papel outorgado pelo povo.

Joyce descreve o desabafo do trabalhador como um 'um grito de socorro'-Foto: reprodução Facebook.

A vereadora Joyce Lima (Republicanos) disse ao Bahia Manchetes nesta sexta-feira (7) que não se sentiu constrangida com o vídeo feito pelo funcionário terceirizado que está prestando serviço a prefeitura de Madre de Deus durante a distribuição das cestas básicas.

Joyce afirmou que a reação do trabalhador foi ” um grito de socorro” ao justificar que o prestador de serviço “também precisa ser assistido pela empresa terceirizada”.

O rapaz desabafou ao compartilhar imagens no Facebook na quinta-feira (6), reclamando da presença da vereadora durante a distribuição das cestas. Irritado, ele disse que recebe uma diária de R$ 50 para entregar o alimento para população, e que, os funcionários estavam fazendo o serviço “sem água, sem álcool” e “sem nada”.

Para Joyce, as declarações dele não a deixaram ofendida ou constrangida, ao contrário disso, ela aponta que ouviu o  ‘grito de socorro’ e o ‘grito de desabafo’ do colaborador.

“A empresa não pode vir ao nosso município sem tratar bem aos nossos munícipes. Ela [empresa] vem prestar serviço, ela recebe… Mas ela precisa tratar bem! Então eu não estava contra, estava a favor deles”, explica.

A parlamentar informa que chegou ao local e fez algumas perguntas aos funcionários para identificar quem era contratado pela empresa e quem era servidor da prefeitura.

“Quando eu perguntei para uma das colaboradoras ela disse pra mim: ‘o meu secretário [de desenvolvimento social] é Robemacio, ligue pra ele e procure saber’. Foi dessa forma que eu fui recebida por essa funcionária”, conta.

Joyce relata que seguiu perguntando sobre os kits de proteção individual que deveria ser fornecido pela empresa ou prefeitura.

Ainda conforme a vereadora, outra colaboradora informou que estava sem luva porque precisava verificar o cadastro dos beneficiários através do celular e a luva poderia atrapalhar.

“Eu perguntei se a prefeitura tinha fornecido tablete ou um celular. Ela [funcionária] disse que não! Ela estava fazendo no celular pessoal, usando o aplicativo no celular pessoal, incluindo a internet que era dela e a luva iria atrapalhar. Daí eu peguntei: cadê seu álcool? ‘Ah, o álcool tá no carro!’. Mas o álcool tá no carro para o motorista que precisa também se proteger”, disse.

Ela acresenta que o poder Executivo e Legislativo orientam a população que ao sair de casa devem usar máscara e levar álcool em gel.

“Mas a [empresa] prestadora de serviço e a prefeitura não estão oferecendo isso aos colaboradores”, disse a parlamentar, reforçando que observou que funcionários que chegaram depois, estavam sem os equipamentos de proteção individual e já chegaram de máscara.

“Qual o nosso objetivo? Que os colaboradores ao prestar serviço ao município, seja pela prefeitura ou pela empresa terceirizada, ele saia de casa, mas ele volte em segurança pra seus familiares”, disse.

Ela ressalta que sempre acompanhou a distribuição das cestas desde o incio da pandemia, e que, esse é o seu papel  outorgado pelo povo.

Joyce afirmou que quando um parlamentar se propõe a acompanhar o serviço, além de fiscalizar, pode contribuir de forma construtiva, apontando como melhorar a execução do trabalho.

A vereadora  disse ainda que referente as reclamações de moradores sobre a carne estragada, a prefeitura deveria procurar as famílias que receberam o alimento para que a empresa possa substituir o produto.

” Se tem essa listagem, a vigilância pega novos produtos, vai na casa dessas pessoas e faz a substituição. Porque as pessoas não podem ser penalizadas”, asseverou a parlamentar apontando que a troca deve ser feita de forma emergencial para evitar possíveis aglomerações na prefeitura.

“O que não pode é o povo ficar no seu prejuízo, sem o seu produto em casa”, completa Joyce.

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