Val Peças questiona pagamento de R$ 40 mil a ex-procurador e cobra rescisões em Madre de Deus

Vereador criticou exonerações após as eleições e relembrou divergências com o prefeito Dailton Filho sobre a presidência da Câmara.

Val Peças questiona pagamento de R$ 40 mil a ex-procurador e cobra rescisões em Madre de Deus-Foto: Bahia Manchetes.

Durante sessão da Câmara Municipal de Madre de Deus, na terça-feira (20), o vereador Val Peças (PSB) questionou um suposto pagamento de R$ 40 mil a um ex-procurador do município.

Segundo o parlamentar, outros servidores exonerados pela Prefeitura ainda aguardam o recebimento de verbas rescisórias.

Val cobrou explicações sobre os critérios utilizados pela administração municipal para realizar os pagamentos.

Da tribuna, o vereador afirmou que o ex-procurador pediu exoneração e recebeu o valor imediatamente, enquanto trabalhadores que ganhavam pouco mais de um salário mínimo ainda não haviam recebido suas rescisões.

Val também questionou o pagamento ao ex-procurador, que teria sido justificado pelos problemas de saúde da esposa do advogado.

“Eu peço a Deus de coração que esses 40 mil tenha restabelecido a saúde dessa senhora. Mas e aqueles pais de família que votaram no senhor prefeito, que o senhor exonerou?”, questionou.

As críticas ocorreram após uma série de exonerações na Prefeitura, em meio às divergências políticas entre Dailton Filho e vereadores que apoiaram candidatos diferentes dos defendidos pelo prefeito nas eleições de outubro.

Val Peças e Paulinho de Nalva, ambos do PSB, apoiaram Deyvid Bacelar para deputado federal e Pitágoras para deputado estadual.

Durante o discurso, Val voltou a cobrar o pagamento das rescisões e questionou se os trabalhadores desligados receberão os valores até o fim do ano.

O parlamentar também relembrou divergências com Dailton Filho sobre a presidência da Câmara.

Ele afirmou que, após as eleições municipais de 2020, chegou a reunir apoio de outros vereadores para comandar o Legislativo, mas não recebeu o respaldo do prefeito.

Val citou o apoio de André da Limpeza e Michele Paz à sua candidatura e afirmou que, apesar da relação política construída ao longo dos anos, já havia cedido em outras ocasiões.

O vereador também relatou uma conversa telefônica recente com o prefeito sobre a eleição da Mesa Diretora, inicialmente prevista para 9 de outubro.

Sem citar nomes, Val criticou ainda uma mensagem publicada em um grupo de WhatsApp e mencionou que a pessoa responsável pela publicação teria ligação com um contrato de R$ 2,5 milhões anuais com a Prefeitura.

A mensagem, conforme relatou o vereador, destacava que Dailton Filho havia recebido mais de 60% dos votos na eleição municipal.

Val rebateu o comentário e questionou o que considerou uma desvalorização da participação dos vereadores e de seus apoiadores no resultado das urnas.

“Prefeito não ganha eleição sozinho! Vereador não ganha eleição sozinho!”, afirmou.

O pronunciamento ocorreu em meio ao desgaste político entre o Executivo e parte dos vereadores, após as exonerações e a suspensão da eleição para a presidência da Câmara Municipal.

Os pagamentos e as pendências rescisórias mencionados pelo parlamentar ainda não tiveram confirmação documental independente.

 

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