Redução de cachês no São João da Bahia deve gerar economia de mais de R$ 21 milhões

Acordos firmados pelo MP-BA com artistas e empresários impactam 620 contratos em mais de 200 municípios baianos.

Redução de cachês no São João da Bahia deve gerar economia de mais de R$ 21 milhões-Foto: Bahia Manchetes

A redução de cachês de artistas contratados para os festejos juninos na Bahia deve gerar uma economia superior a R$ 21 milhões aos cofres públicos municipais. A informação foi divulgada pelo Ministério Público da Bahia, que acompanha as contratações artísticas do São João por meio do Painel de Transparência dos Festejos Juninos.

Segundo o MP-BA, 44 artistas e bandas aderiram a compromissos de redução de valores desde o dia 30 de maio. As negociações foram conduzidas com participação do Centro de Autocomposição e Construção de Consensos, o Compor, e envolvem artistas, empresários e administrações municipais.

Ao todo, os acordos impactam 620 contratos em mais de 200 municípios baianos. A economia estimada é de R$ 21.058.709,84, o que representa uma redução média de 11,57% nos cachês analisados.

Entre os artistas e grupos que aderiram aos compromissos estão Adelmário Coelho, Mastruz com Leite, Limão com Mel, Solange Almeida, Devinho Novaes, Tyrone, Netto Brito, Daniel Vieira, Fulô de Mandacaru, Chambinho do Acordeon, Silvano Sales e Paula Fernandes.

A atuação do Ministério Público ocorre em meio ao aumento dos gastos públicos com atrações artísticas durante o São João. O órgão tem defendido que as contratações sejam feitas com transparência, justificativa de preço e compatibilidade com os valores praticados no mercado.

O MP-BA afirma que os acordos não têm o objetivo de impedir a realização das festas, mas de garantir maior responsabilidade no uso do dinheiro público. A análise leva em conta parâmetros técnicos, como valores pagos em anos anteriores, atualização pela inflação e justificativas apresentadas pelos municípios.

O tema ganhou repercussão após questionamentos sobre o crescimento de cachês de artistas contratados para festas juninas em cidades baianas. A discussão envolve, de um lado, a valorização dos artistas e a importância econômica do São João; de outro, a necessidade de controle sobre despesas pagas com recursos públicos.

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