André da Limpeza critica 31 demissões na limpeza urbana: “não tem quem me cale”

Vereador disse que não foi ouvido por Zé Maria, defendeu a manutenção de empregos e questionou contrato de comunicação da Prefeitura.

André da Limpeza criticou demissões na limpeza urbana durante sessão da Câmara de Madre de Deus — Foto: Reprodução/Câmara de Madre de Deus.

O vereador André da Limpeza (PSD) criticou, durante sessão da Câmara Municipal de Madre de Deus realizada na terça-feira (16), as demissões de trabalhadores da limpeza urbana e da coleta seletiva.

Na tribuna, André disse estar triste com as demissões e pediu desculpas aos 31 colaboradores demitidos.

O parlamentar afirmou que apresentou alternativas ao secretário de Serviços Públicos, Zé Maria, para tentar evitar os desligamentos.

Segundo André, ajustes menores no contrato da limpeza urbana e cortes em outras áreas poderiam preservar os empregos.

“Com R$ 90 mil, R$ 100 mil, a gente podia manter os empregos das pessoas, e eu não fui ouvido”, afirmou.

André reconheceu a queda na arrecadação do município, mas defendeu que, em momentos de crise, a prioridade deve ser a manutenção dos empregos.

“Eu não aceito que toda vez que tem uma crise, só corta no braço do trabalhador. E eu não vou ficar calado”, disse.

O vereador ainda reforçou que continuará se posicionando sobre o assunto.

“Não tem quem me cale”, afirmou.

André também afirmou que os desligamentos podem afetar a qualidade do serviço prestado à população. Segundo ele, o contrato da AS passou de R$ 1,15 milhão para R$ 970 mil.

O vereador questionou a margem de lucro da empresa e disse que vai fiscalizar para evitar sobrecarga dos trabalhadores que permanecerem no serviço.

Ainda conforme André, o contrato de comunicação, no valor de R$ 2,5 milhões, representa cerca de R$ 208 mil por mês e poderia ser reduzido para ajudar a manter empregos na limpeza urbana.

“Não podia tirar R$ 100 mil daqui, baixar essa comunicação e botar na limpeza urbana para salvar o emprego das pessoas?”, questionou.

O parlamentar também perguntou quantos funcionários atuam no contrato de comunicação e defendeu que profissionais de Madre de Deus sejam mais aproveitados na área.

“Quantos funcionários tem nesse contrato? Quantas pessoas de comunicação em Madre de Deus têm, capacitadas para exercer um bom trabalho?”, questionou.

André ainda citou o estudo do Peguari, que, segundo ele, teria custo de quase R$ 1,5 milhão, e questionou quantas pessoas do município foram empregadas no projeto.

O vereador disse não ser contra contratos ou estudos, mas afirmou que, na avaliação dele, a prioridade deve ser o emprego dos moradores.

No fim do discurso, André pediu apoio dos demais vereadores e afirmou que, mesmo fazendo parte da situação, precisava se posicionar.

Segundo ele, a cobrança é feita em defesa dos trabalhadores afetados pelas demissões.

“Eu não sou oposição, não. Sou situação, mas eu tenho que falar, porque eu já falei para várias pessoas e ninguém me ouve”, declarou.

O vereador encerrou pedindo que os parlamentares se coloquem no lugar das pessoas que perderam o emprego.

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