
Uma praga considerada erradicada há décadas nos Estados Unidos voltou a preocupar autoridades sanitárias e pecuaristas do país.
O Departamento de Agricultura dos EUA confirmou casos da mosca-da-bicheira do Novo Mundo em bezerros no estado do Texas, região de forte produção pecuária.
A primeira ocorrência foi registrada em um bezerro de três semanas no condado de Zavala. Dois dias depois, um novo caso foi confirmado em outro bezerro, de cerca de um mês, em uma propriedade localizada a aproximadamente 9 quilômetros do primeiro foco.
A mosca-da-bicheira é considerada uma ameaça relevante para a pecuária porque suas larvas podem infestar feridas abertas em animais de sangue quente.
Quando não tratada, a infestação pode provocar lesões graves, infecções e morte de animais.
O retorno da praga ocorre em um momento sensível para a produção de carne bovina nos Estados Unidos.
O rebanho do país vem sendo pressionado por secas, custos elevados e redução da oferta, cenário que já contribuiu para alta nos preços da carne.
Para tentar conter a disseminação, autoridades americanas adotaram medidas como restrição de movimentação de animais, intensificação da vigilância sanitária e liberação de moscas estéreis. A técnica busca reduzir a reprodução da praga e foi usada anteriormente em programas de erradicação.
Moradores e produtores rurais da região afetada foram orientados a observar rebanhos e animais de estimação, especialmente em casos de feridas com secreção, aumento de lesões ou sinais de desconforto.
Em situações suspeitas, a recomendação é acionar autoridades de saúde animal ou veterinários responsáveis pela área.
Apesar do alerta, o governo americano afirma que o abastecimento de alimentos permanece seguro. A mosca-da-bicheira não infesta carne, frutas, vegetais ou outros alimentos.
A presença da praga no Texas também gerou preocupação econômica.
O estado tem uma das maiores cadeias pecuárias dos Estados Unidos, e uma disseminação mais ampla poderia aumentar custos de produção, afetar movimentação de animais e pressionar ainda mais o setor de carne bovina.

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