Operação da PF mira filme sobre Bolsonaro, STF amplia cancelamento de sessões e AtlasIntel mede 2026

Ação autorizada por Flávio Dino apura repasses a Dark Horse, enquanto Edson Fachin busca conter crise interna na Corte e nova pesquisa mapeia corrida eleitoral.

Operação da PF mira filme sobre Bolsonaro, STF amplia cancelamento de sessões e AtlasIntel mede 2026- Foto:Ilustrativa/ Produzida por IA.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up para apurar suspeitas de desvios de emendas parlamentares e fraudes em contratos relacionados à cinebiografia Dark Horse, obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Com autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e apoio da Controladoria-Geral da União, agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

Entre os principais alvos das buscas estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que atua como produtor executivo e roteirista do longa-metragem, e a empresária Karina Gama, responsável pela produtora Go Up Entertainment e pelo Instituto Conhecer Brasil. A investigação foca em apurações de peculato, lavagem de dinheiro, falsidade documental e irregularidades em processos de contratação.

Após a deflagração da operação, o senador Flávio Bolsonaro declarou publicamente que as apurações representam uma tentativa de interferência política sobre a produção cinematográfica.

Paralelamente, a tensão institucional paralisou novamente as atividades no plenário do STF. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, cancelou a sessão plenária desta quinta-feira pela segunda vez consecutiva, em meio a atritos processuais entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sobre decisões ligadas à direção da PF. Fachin convocou uma reunião extraordinária para a próxima terça-feira (15) para analisar o relatório policial vinculado ao impasse.

O cenário político da semana também foi marcado pela divulgação de um novo levantamento do instituto AtlasIntel sobre as eleições presidenciais de 2026. A pesquisa mediu a preferência do eleitorado e traçou simulações de segundo turno envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e potenciais concorrentes da oposição, incluindo o senador Flávio Bolsonaro.

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