Médicos restringem atendimentos no Hospital de Madre de Deus e reclamam de salários atrasados

O Sindimed havia antecipado que caso o pagamento não tivesse sido realizado em 72 horas, os médicos iriam restringir os atendimentos na unidade.  

Funcionários do Hospital de Madre de Deus cobram salário atrasado e rescisão.

Médicos que atuam no Hospital de Madre de Deus decidiram restringir os atendimentos após reclamarem da falta de pagamento.

Segundo eles, os pagamentos referentes ao mês de agosto ainda não foram feitos. O movimento não tem prazo para terminar e alguns pacientes estão voltando para a casa sem receber atendimento.

A Presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), Dra. Ana Rita de Luna Freire, disse por telefone ao Bahia Manchetes, que as restrições na unidade de saúde começaram à 0h (meia-noite) de sexta para sábado (27), depois de diversas tentativas fracassadas de resolver o problema junto a prefeitura.

Ele destaca que o movimento seguiu todos os tramites legais, e que, os médicos fazem restrição de atendimentos das fichas verdes e azuis no Hospital Municipal Dr. Eduardo Ribeiro Bahiana. Ainda conforme, Dra. Ana Rita, os médicos continuam atendendo pacientes considerados de urgência e emergência.

O Sindimed havia antecipado que caso o pagamento não tivesse sido realizado em 72 horas, os médicos iriam restringir os atendimentos na unidade.

Um médico que não quis ser identificado informou que a categoria tentou resolver a pendência de forma amigável, mas não houve acordo com a prefeitura.

Em vídeos compartilhadas nas redes sociais é possível ver um grupo de pacientes esperando atendimento na unidade. Nas imagens aparece uma idosa sentindo dores, uma gestante entre outros moradores que foram buscar atendimento.

A assessoria de comunicação da Prefeitura através da Secretária Municipal de Saúde classificou em nota a restrição dos atendimentos como ‘ilegal’ e ‘abusiva’.

O texto aponta que ‘o sindicato, o diretor médico do hospital e todos os representantes do movimento grevista foram notificados extraoficialmente para tentar a via amigável no sentido do imediato cancelamento da greve ilegal’.

A prefeitura não reconheceu a dívida com antiga empresa prestava serviço ao hospital e reforça que não tem nenhum atraso de pagamento com a atual prestadora de serviços médicos.

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