Malafaia cobra provas de Damares, que reage e cita requerimentos da CPMI do INSS

Embate ocorre após declarações sobre suposto envolvimento de igrejas em fraudes contra aposentados.

Malafaia cobra provas de Damares, que reage e cita requerimentos da CPMI do INSS-Foto: Reprodução.

O pastor Silas Malafaia desafiou a senadora Damares Alves a apresentar provas e divulgar os nomes de igrejas e líderes religiosos que, segundo ela, estariam envolvidos em fraudes relacionadas a benefícios do INSS.

A reação do líder religioso ocorreu após declarações da senadora nas quais ela afirmou haver ligações entre grandes igrejas, lideranças evangélicas e um esquema de descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas. Na ocasião, Damares disse que não divulgaria nomes para evitar impacto entre fiéis.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Malafaia classificou a afirmação como grave e sustentou que acusações sem a apresentação de nomes e evidências comprometem a credibilidade da denúncia e atingem de forma genérica a liderança evangélica. Para o pastor, a divulgação clara das informações permitiria que o próprio meio religioso enfrentasse o problema com transparência.

Diante da repercussão, Damares reagiu por meio de nota e afirmou que já apresentou requerimentos formais no âmbito da CPMI do INSS, criada para apurar fraudes em benefícios previdenciários. Segundo a senadora, os pedidos incluem transferências de sigilo e convocações de igrejas e líderes religiosos para prestar esclarecimentos à comissão.

Entre os requerimentos citados estão pedidos de quebra de sigilo de instituições religiosas, além de convites e convocações de líderes e empresários ligados a essas organizações para depoimento. Damares informou que as medidas se baseiam em indícios apontados em documentos oficiais, como Relatórios de Inteligência Financeira e dados da Receita Federal.

A senadora também destacou que foi autora do requerimento que resultou na criação da CPMI, instalada em 2025, e afirmou que os documentos seguem em análise pelo colegiado.
A investigação permanece em andamento. Os nomes citados nos requerimentos não são considerados culpados, e a CPMI atua na fase de apuração, respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência.

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