Kikito afirma que prefere ser traído do que traidor e diz que perseguir por não ter apoio ‘tá errado’

As declarações foram proferidas na Câmara Municipal na última terça-feira (26).

Kikito afirma que prefere ser traído do que traidor e diz que perseguir por não ter apoio ‘tá errado’-Foto: Bahia Manchetes.

O vereador Kikito Tourinho (PTB) afirmou na Câmara Municipal na terça-feira (25) que prefere ser traído do que traidor e que “perseguir” e “maltratar” o outro por não  apoiar um projeto político “tá errado”.

O parlamentar agradeceu as palavras de apoio dos vereadores Marden Lessa (PSB) e Paulinho de Nalva (Republicanos) que destacaram a coragem dele em não apoiar o prefeito Jailton Polícia (PTB).

“Vossas excelências sabem do meu comportamento, e vossa excelência mesmo revelou aqui, das minhas decisões,  da minha palavra. Quem me conhece sabe do meu posicionamento”, disse.

Ele ressalta que as pessoas mesmo não caminhando com ele reconhecem a família e caráter que tem: “Não é riqueza que irá me mudar, não é poder, não é dinheiro”.

O vereador garantiu que está disposto a pagar com mandato para manter a palavra, dando a entender que refere-se ao apoio declarado ao pré-candidato a prefeito Dailton Filho (PSB), antes de Jailton entrar na disputa.

“Se for de pagar com o meu mandato, agora dia 15 de novembro, mas manter minha palavra, irei pagar [sic]”, asseverou. Ele aponta que existem coisas mais importantes na vida.

“Se nós pararmos para analisar, tantas coisas que já passamos em nossa vida.  Isso aqui, as vezes, se torna pequeno. Perdemos já nossos entes queridos, pessoas que nós amamos, perdemos tantas coisas”, diz. E completa: “Se não tivermos fé, nós não teremos  nada”.

Em seguida, sem citar nomes, afirma que estão enganados aqueles que acham que perseguição vai faze-lo se curvar ao sistema: “Quanto mais acontece isso, mais força eu tenho, porque o Deus todo poderoso vai continuar sempre me erguendo”.

“O que é que nós queremos pra nossas vidas? É só isso: riqueza, poder, ostentação, perseguir por perseguir, maltratar o outro porque não vamos caminhar com outro, vamos maltratar, vamos perseguir? Tá errado, tá equivocado!”

Antes de finalizar o discurso, Kikito enaltece o seu grupo político ao descrever como “pequeno, mas ousado na fé”.