
A Justiça do Paraguai determinou neste sábado (7) a prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña, destituído do cargo na sexta-feira (6), após um processo de impeachment relacionado à crise financeira provocada pelo colapso do banco digital Ueno.
A decisão foi tomada depois que Peña prestou depoimento ao Ministério Público, em Assunção. O ex-presidente deverá permanecer detido em uma instalação militar enquanto prosseguem as investigações.
Peña havia sido colocado inicialmente em prisão domiciliar. Durante a madrugada, foi transferido para uma unidade militar por questões de segurança, após manifestações nas proximidades de sua residência.
A investigação apura suspeitas de favorecimento ao Ueno Bank, instituição financeira com a qual o ex-presidente manteve vínculos econômicos antes de assumir o governo.
Segundo os investigadores, Peña teria utilizado sua posição para influenciar órgãos públicos e manter recursos estatais aplicados na instituição, mesmo diante de problemas financeiros e regulatórios.
O Ministério Público atribui ao ex-presidente suspeitas de quebra de confiança e administração em proveito próprio. O ex-presidente do Banco Central paraguaio, Carlos Carvallo, também está entre os investigados.
Peña nega as irregularidades e afirma que os problemas enfrentados pelo banco eram de natureza regulatória. Sua defesa informou que pretende colaborar com as investigações.
A crise envolvendo o Ueno Bank provocou protestos em Assunção e dificuldades para clientes acessarem seus recursos.
Após a destituição de Peña, o então vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência do Paraguai para concluir o mandato, previsto até agosto de 2028.
As acusações ainda serão analisadas pela Justiça. A prisão preventiva não representa uma condenação definitiva.

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