Fachin homologa delação de ex-presidente da Reag em investigação sobre o Banco Master

Acordo de João Carlos Mansur foi firmado com a Procuradoria-Geral da República e permanece sob sigilo judicial.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, em sessão plenária do STF • Alejandro Zambrana/STF.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, homologou um acordo de delação premiada firmado pelo empresário João Carlos Mansur, fundador e ex-presidente da Reag Investimentos.

A decisão foi tomada na sexta-feira (6), no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.

O acordo foi negociado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e permanece em segredo de Justiça.

O conteúdo integral dos depoimentos e documentos apresentados pelo empresário não foi divulgado.

Mansur foi alvo de buscas e apreensões em janeiro, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

A investigação também abrange circunstâncias relacionadas à tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), controlado pelo Governo do Distrito Federal.

A Reag Investimentos foi liquidada pelo Banco Central após a identificação de graves violações das normas aplicáveis às instituições do Sistema Financeiro Nacional.

Segundo informações divulgadas sobre o acordo, a colaboração foi negociada antes da homologação e poderá contribuir para o aprofundamento das investigações.

A homologação judicial valida os requisitos formais do acordo, mas não representa confirmação automática das informações eventualmente apresentadas pelo colaborador.

O caso permanece sob investigação, e novos desdobramentos dependerão da análise das provas e das decisões dos órgãos responsáveis.

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