
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou nesta quinta-feira (15) que as fraudes envolvendo descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tiveram origem, em sua maioria, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a ministra, os esquemas que atingiram aposentados e pensionistas não foram devidamente enfrentados naquele período e só passaram a ser investigados de forma mais ampla a partir do início do atual governo, após a identificação das irregularidades.
Gleisi declarou que, assim que os problemas foram detectados, o governo federal acionou órgãos de controle e investigação, além de adotar medidas administrativas para conter os descontos indevidos. De acordo com ela, parte significativa dos beneficiários prejudicados já teve os valores devolvidos.
A ministra também fez críticas à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura as fraudes no INSS. Na avaliação dela, os trabalhos têm sido marcados por forte politização e por resistência à aprovação de requerimentos relacionados a fatos ocorridos em gestões anteriores, o que, segundo afirmou, desvia o foco da apuração técnica.
Apesar das críticas, Gleisi afirmou que o governo não teme investigações e defendeu que todos os envolvidos sejam apurados, independentemente de período ou vínculo político. As declarações foram concedidas à CNN Brasil.
As investigações sobre os descontos irregulares seguem em andamento, com participação de órgãos federais e acompanhamento do Congresso Nacional. O caso envolve apuração administrativa e criminal, além de debates sobre mudanças nos mecanismos de fiscalização e controle do sistema previdenciário.

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