
Os Estados Unidos retomaram ataques contra estruturas militares do Irã em meio ao aumento das tensões entre os dois países e à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de petróleo e gás do mundo.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (13) que as operações tinham como alvo capacidades militares iranianas ligadas ao estreito. Segundo ele, apesar dos novos ataques, a possibilidade de um acordo negociado com Teerã ainda não estava descartada.
O governo dos Estados Unidos também enviou uma notificação formal ao Congresso informando que as hostilidades contra o Irã haviam sido retomadas em 7 de julho. A comunicação foi apresentada pela administração Trump como início de um novo período de 60 dias para o emprego das Forças Armadas sem uma autorização específica do Legislativo.
Trump anunciou ainda a retomada do bloqueio a embarcações ligadas ao Irã. As forças norte-americanas disseram que os ataques atingiram sistemas de defesa costeira, instalações de mísseis e drones e outras estruturas marítimas iranianas.
O Irã respondeu com ataques contra alvos na região. Segundo autoridades locais, mísseis foram lançados em direção à Jordânia e ao Bahrein. Embarcações associadas aos Emirados Árabes Unidos também foram atingidas durante a passagem pelo Estreito de Ormuz.
A nova escalada colocou em risco um acordo provisório firmado anteriormente entre Washington e Teerã. O governo iraniano afirmou que o entendimento estava em situação de crise e acusou os Estados Unidos de novas agressões.
O Estreito de Ormuz é estratégico para o comércio internacional de energia. Antes do conflito, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural comercializados no mundo passava pela região. A retomada dos ataques aumentou a preocupação com a segurança das embarcações e com possíveis impactos sobre os preços internacionais dos combustíveis.

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