Crise do cacau mudou perfil econômico do sul da Bahia e ampliou espaço de outros setores

Queda da produção a partir do fim dos anos 1980 reduziu a dependência da cacauicultura e foi acompanhada pela expansão de atividades como papel, celulose e outras culturas agrícolas.

Plantação de cacau no sul da Bahia, região historicamente ligada à produção do fruto — Foto: iStock.

A economia do sul da Bahia passou por mudanças importantes após a crise que atingiu a produção de cacau a partir do fim da década de 1980.

A região, historicamente dependente da cacauicultura, sofreu forte impacto com a disseminação da vassoura-de-bruxa, doença que reduziu a produtividade das lavouras e afetou produtores, trabalhadores e municípios cuja atividade econômica estava diretamente ligada ao cacau.

Antes da crise, a Bahia chegou a registrar produção anual de aproximadamente 400 mil toneladas de cacau.

Nas décadas seguintes, esse volume caiu de forma significativa, alterando a estrutura econômica regional.

Com a redução da atividade cacaueira, outros setores ganharam participação no sul do estado. Entre eles estão a produção de papel e celulose, além de outras culturas agrícolas e atividades industriais.

O cacau continuou fazendo parte da economia regional, mas passou a dividir espaço com uma base produtiva mais diversificada.

Nos anos seguintes, parte dos produtores também passou a adotar variedades mais resistentes à vassoura-de-bruxa e novas formas de produção, mas a recuperação não devolveu à região o mesmo nível de dependência econômica registrado antes da crise.

A mudança no perfil produtivo ocorreu ao longo de décadas e ajuda a explicar a atual configuração econômica do sul da Bahia, onde a cacauicultura permanece relevante, mas já não ocupa sozinha o papel que teve no passado.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*