
A economia do sul da Bahia passou por mudanças importantes após a crise que atingiu a produção de cacau a partir do fim da década de 1980.
A região, historicamente dependente da cacauicultura, sofreu forte impacto com a disseminação da vassoura-de-bruxa, doença que reduziu a produtividade das lavouras e afetou produtores, trabalhadores e municípios cuja atividade econômica estava diretamente ligada ao cacau.
Antes da crise, a Bahia chegou a registrar produção anual de aproximadamente 400 mil toneladas de cacau.
Nas décadas seguintes, esse volume caiu de forma significativa, alterando a estrutura econômica regional.
Com a redução da atividade cacaueira, outros setores ganharam participação no sul do estado. Entre eles estão a produção de papel e celulose, além de outras culturas agrícolas e atividades industriais.
O cacau continuou fazendo parte da economia regional, mas passou a dividir espaço com uma base produtiva mais diversificada.
Nos anos seguintes, parte dos produtores também passou a adotar variedades mais resistentes à vassoura-de-bruxa e novas formas de produção, mas a recuperação não devolveu à região o mesmo nível de dependência econômica registrado antes da crise.
A mudança no perfil produtivo ocorreu ao longo de décadas e ajuda a explicar a atual configuração econômica do sul da Bahia, onde a cacauicultura permanece relevante, mas já não ocupa sozinha o papel que teve no passado.

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