
A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos a uma parcela dos produtos importados do Brasil entrou em vigor nesta quarta-feira (22). A medida foi anunciada pelo governo do presidente Donald Trump após uma investigação comercial conduzida pelas autoridades norte-americanas.
Entre os produtos alcançados pela nova cobrança estão máquinas, móveis, calçados, açúcar e etanol. A estimativa é que a medida afete aproximadamente 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado dos Estados Unidos, movimentação avaliada em cerca de US$ 7,4 bilhões.
Alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil ficaram fora da nova tarifa. A lista de exceções inclui café, carne bovina, laranja, suco de laranja, determinados produtos de petróleo e gás, além de peças e componentes do setor aeronáutico.
O governo norte-americano afirma que a decisão responde a práticas comerciais consideradas injustas. A investigação dos Estados Unidos apresentou questionamentos sobre tarifas brasileiras, comércio digital, fiscalização ambiental e combate à corrupção.
O Brasil rejeita essas justificativas e considera a medida injusta. O governo brasileiro informou que pretende contestar a cobrança nos canais internacionais disponíveis e avalia uma resposta com base na Lei de Reciprocidade Econômica.
Apesar da nova tensão, representantes dos dois países mantiveram negociações nos últimos meses. Os Estados Unidos registram historicamente superávit no comércio de mercadorias com o Brasil, ou seja, vendem ao mercado brasileiro um valor superior ao que compram.

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