Operação contra venda ilegal de canetas emagrecedoras prende suspeitos na Bahia

Polícia Civil prendeu 13 pessoas, interditou clínicas e apreendeu medicamentos e insumos comercializados de forma irregular, segundo a corporação.

Venda ilegal de canetas emagrecedoras prende suspeitos na Bahia — Foto: Divulgação

A Polícia Civil da Bahia deflagrou a Operação Peptídeos para combater um esquema de comercialização irregular de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em Camaçari e outras cidades da Bahia, além de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, 13 pessoas foram presas durante a operação, sendo quatro em flagrante e nove por determinação judicial. Ao todo, foram cumpridos 57 mandados de busca e apreensão em Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari, na Região Metropolitana, além de Feira de Santana e da capital paulista.

A investigação é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), e apura a venda irregular de medicamentos utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, além de substâncias e materiais ligados a procedimentos estéticos.

Durante as diligências, os policiais encontraram medicamentos vencidos, produtos sem registro na Anvisa, substâncias sem autorização para comercialização no Brasil e itens armazenados em desacordo com normas sanitárias. Também foram apreendidos canetas emagrecedoras, ampolas, medicamentos controlados, celulares, computadores, máquinas de cartão, documentos e outros materiais.

Quatro clínicas de estética foram interditadas. De acordo com a Polícia Civil, também foi identificada a manipulação de medicamentos em doses não individualizadas e em larga escala, prática permitida apenas em ambiente industrial autorizado.

Um dos principais alvos da operação foi o dentista Gustavo Garrido Gesteira, apontado pela polícia como chefe do esquema. Ele foi localizado em um apartamento na Ladeira da Barra, em Salvador. Segundo as investigações, o suspeito teria ligação com estabelecimentos usados para o escoamento dos produtos.

Mais de 200 policiais civis participaram da operação, com apoio de diferentes departamentos da Polícia Civil, do Departamento de Polícia Técnica, da Vigilância Sanitária Municipal de Salvador e da Polícia Militar.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados à falsificação, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, além de importação, venda ou manutenção em depósito de produto sem registro no órgão sanitário competente ou sem origem comprovada.

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