
O diretor e produtor de televisão Nilton Travesso morreu nesta sexta-feira (6), aos 92 anos, em São Paulo.
A morte foi confirmada pelo SBT, que informou que o profissional estava internado no Hospital Sírio-Libanês e enfrentava complicações decorrentes de uma infecção generalizada.
Considerado um dos pioneiros da televisão brasileira, Travesso participou da criação e produção de programas que marcaram diferentes gerações de telespectadores.
Sua trajetória começou em 1953, quando integrou a equipe responsável pela preparação da estreia da TV Record. Na emissora, trabalhou em atrações como Jovem Guarda, Família Trapo e programas apresentados por Hebe Camargo.
Na década de 1970, passou pela TV Globo, onde ajudou a estruturar o núcleo de produção de São Paulo. Entre os trabalhos associados à sua passagem pela emissora estão TV Mulher, Balão Mágico e Som Brasil.
No SBT, participou de reformulações importantes da programação infantil e da teledramaturgia. Em 1994, esteve à frente da produção da novela Éramos Seis, que conquistou reconhecimento do público e da crítica.
O diretor também participou de projetos como Chiquititas, Pérola Negra e As Pupilas do Senhor Reitor.
Ao longo de mais de sete décadas de carreira, Travesso acumulou passagens por diferentes emissoras, entre elas Manchete, Bandeirantes e Gazeta.
Ele deixa a esposa, a jornalista Marilu Torres, e o filho Marcelo Travesso, também diretor de televisão.

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