Jodiane questiona política adotada por governo municipal: ‘O povo não é besta!’

Parlamentar elenca que o governo deixou de realizar ações que deveriam ser prioridade da administração.

Jodiane classifica como "vergonhoso" fachada quebrada da Prefeitura de Madre de Deus Foto: Reprodução/Redes Sociais.

“Cuidado com esse tipo de política que deixa faltar, pra depois dar, que o povo não é besta.” Foi assim que a vereadora Jodiane Alves (PTB) descreveu durante a sessão da última terça-feira (8) na Câmara Municipal a política adotada pelo governo do prefeito Dailton Filho (PSB) em Madre de Deus.

Ela ressaltou ainda que participou de uma audiência pública financeira que apontou que o município teve um superávit (receita maior do que a despesa) de R$ 26 milhões.

Em seguida, a parlamentar elenca que o governo deixou de realizar ações que deveriam ser prioridade da administração.

“Porque deixou faltar fralda? Porque deixou faltar medicamento? Porque deixou?! Porque até hoje está faltando aí a jardinagem? Porque deixou faltar manutenção? Porque deixou o buraco se teve superávit?”, questiona.

Jodiane interpela ainda o que levou o governo a atrasar o programa social e ‘não iniciou nada’ no município. Segundo ela, o poder Executivo quer utilizar a política de deixar faltar para quando realizar a população pensar que é novidade.

A vereadora reforça a importância de chamar a atenção da população sobre a estratégia governista, disse ainda, que não vai apontar ninguém como “cruel” e “ruim”.

Ela considera, porém, necessário fazer os moradores refletir sobre a falta de ações da administração. Sem citar nominalmente agentes políticos, ela reforça que os detentores de cargos públicos devem prestar contas com Deus.

A parlamentar questiona ainda a quem interessa o município que alcançou um superávit nas contas deixar de realizar os serviços públicos.

Para ela, o governo não ter dinheiro para pagar é diferente de ter os recursos para fazer as ações e não resolver os problemas com objetivo de exaltar a prefeitura quando forem realizadas.

“Uma coisa é o munícipio não ter e você ter que dizer: ‘não tem como pagar!’ Outra coisa é você não fazer as licitações no período certo para deixar faltar para quando tiver, dizer: ‘foi eu que fiz’. Mas o preço de deixar as pessoas sem medicamento de alto custo Jodiane não vai pagar!”, asseverou.

Ainda conforme a vereadora, o governo priorizou escritórios de advocacia em detrimento de serviços básicos como fralda geriátricas, medicamentos e fitas para medição de glicose.

Jodiane argumenta que não justifica investir recursos públicos nos aditivos de empresas que prestam atividades que não são prioridade para população.

“Se vocês acham que deixar um ano e três meses o hospital sendo gerido por contrato emergencial: é problema dessa gestão! Agora, eu vou cobrar as cirurgias eletivas, no contrato diz que tem que ter cirurgias eletivas”, reclama.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*