
O adolescente Uanderson Nascimento Lima, de 17 anos, que teve o caixão atacado a tiros durante o sepultamento no Cemitério Municipal de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, havia morrido dois dias antes em uma ação policial.
A ocorrência foi registrada na terça-feira (19), no bairro Concórdia. Conforme a Polícia Militar, equipes da 36ª Companhia Independente da PM faziam rondas na região quando encontraram homens armados.
A corporação informou que os suspeitos atiraram contra os policiais, que revidaram. Após a troca de tiros, Uanderson foi encontrado ferido. Ele chegou a ser socorrido para uma unidade de saúde, mas não resistiu.
Ainda de acordo com a PM, foram apreendidos com o adolescente um revólver, uma quantidade não especificada de drogas e dois celulares. O material foi apresentado na delegacia da cidade, onde a ocorrência foi registrada.
A Polícia Civil informou que Uanderson tinha passagem por homicídio.
Caixão foi alvo de tiros durante enterro
O ataque ao caixão aconteceu na quinta-feira (21), durante o sepultamento do adolescente. Testemunhas relataram que duas pessoas encapuzadas participaram da ação.
Imagens gravadas por pessoas que estavam no local mostram correria após os disparos. Ninguém que acompanhava o enterro foi atingido. Depois dos tiros, os suspeitos fugiram.
Horas depois, um homem apontado como um dos suspeitos de participar do ataque morreu durante uma ação da Polícia Militar. Ele foi identificado como Diones Augusto de Oliveira, de 34 anos.
Segundo a polícia, Diones foi baleado em confronto, chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Com ele, foram apreendidos uma metralhadora calibre 9mm, quatro munições e três pacotes com material suspeito de ser cocaína.
A polícia informou que Diones não tinha passagem criminal.
Até o momento, não há confirmação de que a arma apreendida com ele tenha sido usada nos disparos contra o caixão. O caso é investigado pela delegacia de Dias D’Ávila.
O Departamento de Polícia Técnica realizou perícia no cemitério. O corpo, no entanto, não passou por novo procedimento porque, segundo o DPT, quando as equipes chegaram ao local, a família já havia concluído o sepultamento.

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