Gerusa defende papel da oposição e diz que não é “amiga do poder”

Vereadora citou denúncia sobre o estudo do Peguari, defendeu transparência e disse que se calar diante de problemas é torcer contra a população.

Vereadora Gerusa defendeu a atuação da oposição em sessão da Câmara de Madre de Deus — Foto: Reprodução/Câmara de Madre de Deus.

A vereadora Gerusa defendeu a atuação da oposição durante sessão da Câmara Municipal de Madre de Deus, realizada na terça-feira (16).

A parlamentar usou a tribuna para responder ao discurso de que opositores estariam “torcendo contra” a cidade ao fazer cobranças à gestão municipal.

Gerusa afirmou que criticar a administração não significa ser contra o município. Para ela, apontar problemas, cobrar explicações e acionar órgãos de controle também fazem parte do papel de fiscalização.

“Quando eu critico a gestão, às vezes acredito que contribuo muito mais do que quem só baixa a cabeça e diz sim para tudo”, declarou.

A vereadora citou a denúncia feita ao Ministério Público sobre o estudo do Peguari. Segundo Gerusa, o questionamento foi motivado pela falta de transparência na execução do projeto e pela necessidade de esclarecer como mais de R$ 1 milhão estaria sendo aplicado.

“Eu não sou contra o projeto e nem sou contra nenhum projeto que seja benéfico para a nossa comunidade”, afirmou.

Ao responder à ideia de que críticas à gestão seriam uma forma de torcer contra Madre de Deus, Gerusa disse que a omissão diante de problemas enfrentados pela população é que prejudica o município.

“Torcer contra é se calar, é se omitir, é ver pai de família sendo desempregado e fazer de conta que não está vendo”, disse.

A parlamentar também comentou a fala de André da Limpeza sobre as demissões na limpeza urbana e na coleta seletiva. Ela destacou que o vereador faz parte da base da gestão, mas cobrou providências sobre os desligamentos.

“O senhor é base. O senhor não é oposição não, oposição aqui sou eu”, afirmou.

Gerusa disse ainda que sua divergência com o prefeito Dailton Filho (PSB) é política, não pessoal. Segundo a vereadora, a relação institucional deve ser marcada por respeito, mesmo quando há visões diferentes sobre a administração municipal.

Antes de encerrar o discurso, a parlamentar criticou pessoas que, segundo ela, mantêm proximidade com diferentes gestões independentemente do grupo político no poder.

“Eu não sou amiga do poder”, declarou.

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