Comerciante desabafa após confusão em praia de Madre de Deus: “Somos tratados como lixo pela prefeitura”

A mulher descreveu com detalhes o que teria acontecido numa rede social.

Comerciante desabafa após confusão em praia de Madre de Deus: "Somos tratados como lixo pela prefeitura"

Depois de passar por um grande sufoco na Praia do Bonfim, em Madre de Deus, uma comerciante que trabalha em uma das unidades do Complexo de Barracas resolveu desabafar. Na manhã deste sábado (19), a mulher descreveu com detalhes o que teria acontecido numa rede social: “Somos tratados como lixo pela prefeitura”. Foi assim que a comerciante Ana Santos classificou o posicionamento da administração municipal com os permissionários do local.

Ele apontou que no momento de desespero ficou preocupada com os garçons que prestam serviço em seu estabelecimento, disse ainda, que a sua filha tentou impedir. “A multidão vinha em minha direção, como se fosse aqueles arrastões ocorridos nas praias do Rio”.

Em um longo texto, a moradora ressaltou o momento de tensão e acorreria durante a briga que aconteceu na sexta-feira (18). Segundo ela, os dois homens que brigavam pararam na frente de uma barraca, e a permissionária tentava separar a briga. “Um correndo atrás do outro, um com uma cadeira de madeira e o outro com uma faca enorme que mais parecia um facão, pararam em frente à barraca de Dona Lúcia, ela coitada, ficou no meio dos dois, suplicando: ‘pelo amor de Deus, parem com isso'”.

No post, Ana conta que um dos comerciantes “saiu de dentro da barraca, gritando: ‘respeitem a senhora de idade’, e  que depois que a comerciante suplicou  muito o homem entregou a faca. Ainda conforme Ana, depois disso, “eles continuaram cada um com uma cadeira de madeira na mão, querendo continuar a briga”. De acordo com ela,  as barracas estavam lotadas por pessoas que procuravam  abrigo, entre elas, mulheres grávidas e crianças.

Segundo Ana, a revolta tomou conta dos barraqueiros, garçons e outras pessoas que pegaram cadeiras e partiram pra cima dos brigões.

No relato, a comerciante Ana Santos disse ainda que tentou por diversas vezes falar com a polícia, mas só teve sucesso após reclamar da ausência dos agentes na web. “Logo apareceu a policia e pessoas da prefeitura para nos dar apoio”.

No texto, ela também reclamou que uym dos homens envolvido na confusão teria chamado um dos comerciantes que tentou defender a senhora de “vagabundo”.

Ainda de acordo com ela, a briga teria começado no final da praia, e um vendedor de peixe, natural de Feira de Santana, e que mora na cidade há cerca de 3 meses  teria alegado que o outro rapaz  comprou o guaiamum com ele  e não quis pagar. Em sua defesa, o homem que também é de Feira de Santana teria afirmado que o outro rapaz queria rouba-lo.

“Nós barraqueiros, somos tratados como lixo pela prefeitura, e ainda somos chamados de vagabundos, por vagabundos que frequentam nossa praia”, lamentou.

Na publicação, ela também disse que não ocorreu arrastão e que nenhuma arma de fogo foi encontrada, afirmou ainda, que neste sábado a segurança foi reforçada no praia.