
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, questionou a proposta de extinção da escala de trabalho 6×1 e defendeu que eventuais mudanças no regime sejam discutidas por meio de negociação coletiva entre empregadores e empregados.
Durante entrevista, o governador afirmou que a alteração precisa ser analisada com cautela e perguntou se a medida, na prática, resultaria na geração de novos postos de trabalho. Segundo ele, qualquer mudança estrutural no mercado de trabalho deve considerar impactos sobre custos operacionais, competitividade das empresas e manutenção do nível de emprego.
A escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso — é comum em setores como comércio, serviços e indústria. Propostas de revisão do modelo vêm sendo debatidas em diferentes esferas políticas e sindicais, com defensores argumentando que a mudança pode melhorar a qualidade de vida do trabalhador e reduzir desgaste físico e mental.
Críticos, por outro lado, sustentam que a alteração pode elevar custos para empresas, especialmente pequenas e médias, e gerar efeitos indiretos sobre preços e contratações.
Tarcísio destacou que a legislação trabalhista brasileira já prevê instrumentos de negociação coletiva e que acordos firmados entre sindicatos e empregadores podem adaptar jornadas à realidade de cada setor. Para ele, decisões amplas e uniformes exigem estudo técnico e diálogo institucional.
O debate sobre a escala 6×1 ocorre em meio a discussões mais amplas sobre produtividade, geração de emprego e modernização das relações de trabalho no país.
Caso avance no Congresso Nacional, qualquer proposta de alteração dependerá de análise legislativa e eventual sanção presidencial.

Seja o primeiro a comentar