
🕒 🚧O protesto iniciado por índigenas na manhã de segunda-feira (7) foi encerrado na tarde desta terça (8), por volta das 16h30. Após 36 horas de bloqueio, a rodovia foi desobstruída com apoio de um negociador, conforme informou a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A fila de veículos chegou a 20km, especialmente próximo ao Parque Nacional do Monte Pascoal, em Itamaraju.
🔥 Queima de veículo e atos de vandalismo
Durante a manifestação — embora considerada de motivação pacífica pela PRF — um caminhão dirigido por uma empresária de 40 anos, identificada como Elaine Tschaen Schneidem, foi depredado e incendiado após tentativa de furar a barreira. Indígenas usaram pedaços de madeira para atacar o veículo.
🎯 🗣️ Ação voltada à defesa de liderança indígena
O bloqueio visava liberar o cacique Welington Ribeiro de Oliveira, conhecido como Suruí Pataxó, preso em Porto Seguro na semana anterior por membros da Força Nacional. A ação ocorreu no território Barra Velha, em episódio descrito por indígenas como motivado politicamente, sem mandato de prisão, segundo nota do Conselho de Caciques.
📹 📱 Detalhes do incidente com a motorista
Imagens nas redes sociais mostram a retirada de Elaine do caminhão, com o rosto marcado por urucum. Ela relatou ter sido empurrada ao solo, ter o cabelo puxado, o vidro do carro quebrado e o celular danificado. A empresária registrou boletim de ocorrência por dano e ameaça.
🔐 🛡️ Repercussões e acusações de violência institucional
A Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), entidade representativa das lideranças indígenas da região, repudiou a prisão do cacique, afirmando que ele sofre ameaças de morte, é defensor de direitos humanos e foi detido injustamente. A organização denunciou tortura psicológica e física contra o líder e três adolescentes detidos, durante deslocamento com cinco paradas marcadas por agressões verbais.
⚖️ 🏩 Posicionamento oficial do Ministério da Justiça
O Ministério da Justiça e Segurança Pública reconheceu os fatos narrados e afirmou que a atuação da Força Nacional prioriza o respeito aos povos originários, com atuação treinada para resolução pacífica. O ministério se colocou à disposição para o diálogo e reforçou a permanência dos agentes em Porto Seguro por até 90 dias, desde sua chegada em 28 de abril.
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