Médicos paralisaram atividades em Unidades de Saúde e Família de Feira de Santana

Profissionais de saúde alegam mais de dois meses de salários atrasados.

Médicos paralisaram atividades em Unidades de Saúde e Família de Feira de Santana— Foto: Reprodução/TV Subaé.

Médicos paralisaram atividades em algumas Unidades de Saúde e Família (USF), em Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador.

Os atendimentos foram suspensos nesta quinta (12) e ainda não foram retomados. Os profissionais alegam falta de pagamento de salário.

Pelo menos 47 médicos de mais de 45 unidades aderiram ao movimento.

Os trabalhadores enviaram uma carta aberta à prefeitura e às empresas responsáveis com cobrança de dois meses de atraso salarial.

Na quarta-feira (11), funcionários das unidades de saúde realizaram uma manifestação na frente da prefeitura do município.

O caso é avaliado pelo Ministério Público para entender o motivo do fechamento de algumas unidades.

“Na semana passada foi protocolada uma representação e ontem proferimos o despacho inicial, por conta da gravidade eventual relatada para saber do município o motivo do fechamento”, disse Audo Rodrigues, promotor do MP-BA.
Em algumas unidades, o atendimento é realizado de maneira restrita desde 2022.

A promotoria deve analisar o motivo e as consequências dessa paralisação. “A partir da justificativa do fechamento, iremos analisar qual o prejuízo para a população que gera esse fechamento”, afirmou Audo Rodrigues.

“Existem diversos outros procedimentos que estão sendo analisados na promotoria de justiça. Nessa semana foi enviado um novo ofício à prefeitura solicitando contratos da prefeitura com empresas que prestam serviços ao município” , afirmou o promotor
Além disso, também há conhecimento da falta de materiais dessas empresas que gerem essas Unidades de Pronto Atendimento.

A Secretaria de Saúde emitiu uma nota na qual alegou que as empresas têm contrato com a prefeitura e que existe uma cláusula de saúde financeira. As empresas que não cumpriram as normas foram notificadas. Com informações do G1.

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