MC Poze do Rodo é preso no RJ sob suspeita de ligação com facção criminosa

Polícia aponta que shows financiados por traficantes reforçavam o poder do Comando Vermelho.

MC Poze do Rodo é preso no RJ sob suspeita de ligação com facção criminosa— Foto: Reprodução/ TV Globo.

📍 O cantor de funk MC Poze do Rodo foi preso nesta quinta-feira (29), no bairro do Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com base em um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.

🧩 Segundo a Polícia Civil, Poze é investigado por possível ligação com o Comando Vermelho (CV), considerada a maior facção criminosa do estado. As investigações apontam que o artista realizava shows em comunidades dominadas pelo tráfico, com eventos supostamente financiados pela própria facção.

💣 A polícia afirma que os bailes funcionavam como instrumentos do tráfico para promoção territorial, venda de entorpecentes e demonstração de poder armado. Traficantes fortemente armados — incluindo homens com fuzis — estariam presentes nos eventos, garantindo a segurança do artista e do público.

💵 O consumo de drogas durante os shows elevaria os lucros do Comando Vermelho, que, segundo os investigadores, seriam reinvestidos na compra de armas e drogas. A polícia classifica os eventos como parte de uma engrenagem que movimenta a economia do crime.

🎶 As letras das músicas também estão na mira da investigação. O conteúdo apresentado por MC Poze é apontado como apologia ao crime, uso ilegal de armas e incitação a confrontos entre facções rivais — condutas que, de acordo com os investigadores, ultrapassam os limites da liberdade de expressão.

⚖️ O caso se baseia no artigo 287 do Código Penal, que trata da apologia ao crime. A pena prevista é de três a seis meses de prisão ou multa, para quem elogiar ou defender publicamente ações criminosas.

🔍 A Polícia Civil destaca que as investigações não se restringem ao artista. A apuração continua para identificar os responsáveis pela organização dos eventos, além de possíveis financiadores ligados à estrutura do tráfico.

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