
⚖️ A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi tema de um embate político na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, realizada na última quarta-feira (13). O confronto colocou frente a frente dois parlamentares que também são pastores evangélicos, mas com trajetórias políticas opostas: Marcos Feliciano (PL-SP), aliado de Bolsonaro, e Henrique Vieira (PSOL-RJ), aliado do presidente Lula.
📌 O pastor e deputado Marcos Feliciano classificou a prisão de Bolsonaro como “fora da normalidade” e denunciou supostas restrições abusivas.
“Não é normal vermos o presidente Bolsonaro com uma tornozeleira e já preso. Ele já está preso em sua casa, não pode receber visitas. Como alguém pode estar preso sem julgamento concluído?”, questionou.
O parlamentar ainda criticou a falta de resposta do ministro Alexandre de Moraes a pedidos de visita: “Enviei dois requerimentos e até agora não obtive retorno”.
📊 O pastor e deputado Henrique Vieira rebateu, ampliando a discussão para o sistema prisional brasileiro. Segundo ele, “44% dos presos no Brasil estão hoje encarcerados sem condenação definitiva”.
Para o parlamentar, o caso Bolsonaro não representa exceção, mas revela privilégios:
“A maioria dessas pessoas é pobre, negra e periférica, sem acesso à defesa e sem visibilidade. Bolsonaro está em prisão domiciliar, enquanto milhares enfrentam o inferno do sistema carcerário”.
🗣️ Vieira foi além e comparou situações: “Ai de um pobre negro mobilizar sua comunidade para questionar uma decisão judicial. Estaria com certeza preso em casa? Não. Talvez tivesse tomado um tiro na cara. Bolsonaro é um privilégiado”.
🏛️ O embate entre os dois pastores expôs a dimensão política da discussão. Para apoiadores de Bolsonaro, sua prisão domiciliar é injusta e reflete perseguição. Já para opositores, o caso evidencia a seletividade do sistema de Justiça e os privilégios que a elite política desfruta em comparação com a população encarcerada.
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