Ex-presidente Collor é preso e pede para cumprir pena em Alagoas

Defesa alega problemas de saúde; STF avalia pedido de prisão domiciliar.

Ex-presidente Collor é preso e pede para cumprir pena em Alagoas (Foto: Sérgio Lima/PODER 360)

O ex-presidente Fernando Collor foi preso às 4h da manhã desta sexta-feira (25), no Aeroporto de Maceió, enquanto se preparava para embarcar com destino a Brasília, onde pretendia se entregar às autoridades judiciais.

Durante a audiência de custódia, realizada por videoconferência na Superintendência da Polícia Federal em Alagoas, Collor afirmou que a prisão ocorreu sem incidentes.

🩺 Pedido para permanecer em Alagoas

Collor destacou que passou por exames médicos e manifestou preferência por cumprir sua pena em Alagoas.

O ex-presidente foi condenado em 2023 a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, em um processo originado pela operação Lava Jato.

A ordem de prisão, em regime fechado, foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última quinta-feira (24).

🚓 Transferência para presídio especial

Após a audiência de custódia, Moraes determinou a transferência de Collor para uma ala especial no Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió.

Por volta das 14h, ele foi levado ao local em uma viatura da Polícia Federal. Como ex-presidente da República, Collor ficará em uma cela individual.

⚖️ Defesa alega problemas de saúde graves

Mais cedo, os advogados de Collor pediram ao STF que ele fosse colocado em prisão domiciliar, alegando que o ex-presidente, de 75 anos, tem “comorbidades graves”. Segundo a defesa, ele sofre de Parkinson, apneia grave do sono e transtorno afetivo bipolar.

Em resposta, Moraes solicitou que a direção do presídio informe, em até 24 horas, se a unidade tem condições adequadas para tratar da saúde de Collor. O pedido de prisão domiciliar foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República para análise.

💊 Collor nega uso contínuo de medicamentos

Durante a audiência, Collor afirmou que não faz uso contínuo de medicamentos, o que pode influenciar na avaliação sobre o pedido de prisão domiciliar. O desfecho depende agora das respostas do presídio e da Procuradoria-Geral da República.

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