
⚖️ “Comete um crime grave e, em seguida, vai treinar numa academia?”. A declaração do juiz durante a audiência de custódia marcou a decisão que converteu a prisão em flagrante do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior em prisão preventiva. O magistrado ressaltou que o gari Laudemir de Souza Fernandes estava “prestando um serviço público essencial para toda a sociedade de Belo Horizonte” quando foi morto.
🧾 Na sessão, o juiz também citou que Renê responde por lesão corporal grave em contexto de violência doméstica, caso no qual “o braço da vítima foi fraturado”. Para o magistrado, esses antecedentes, somados ao comportamento após o homicídio, exigem “apuração detalhada da personalidade do agente”.
🏋️ Horas depois de atirar contra o gari, o empresário foi localizado e preso em uma academia, fato que o juiz usou como exemplo de frieza e falta de consciência da gravidade do ato.
🚛 De acordo com as investigações, o crime ocorreu durante uma briga de trânsito: Renê tentava ultrapassar o caminhão de coleta de lixo, desceu armado e disparou contra Laudemir, atingindo-o no abdômen. A vítima morreu no local por hemorragia interna. A motorista do veículo também teria sido ameaçada.
📄 O caso foi enquadrado como homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e contra uma vítima indefesa. Para o juiz, a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e a segurança da sociedade.
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