
O ex-presidente Jair Bolsonaro reclamou da atuação de Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022.
Bolsonaro afirmou que Moraes teve uma “mão pesada” contra o Partido Liberal (PL) no pleito daquele ano.
“Houve sim uma mão pesada do Alexandre de Moraes por ocasião das eleições de 2022. Eu não podia mostrar imagem do Lula defendendo o aborto, eu não podia mostrar imagem do Lula defendendo celular e dizendo que isso era para tomar uma cervejinha, eu não podia mostrar imagens do Lula com ditadores”, declarou Bolsonaro.
Mesmo inelegível até 2030, após condenações no TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, o ex-presidente mantém o discurso de se colocar como possível candidato à Presidência em 2026.
Ele, no entanto, destacou que sua motivação não é o poder, mas o patriotismo. “Não tenho obsessão pelo poder, mas, sim, amor pelo Brasil”, afirmou.
Bolsonaro também sugeriu que sua inelegibilidade pode ser revertida e questionou os motivos de suas condenações.
“Afinal de contas, me tornaram inelegível por quê? Pegaram dinheiro na minha cueca? Alguma caixa de dinheiro no meu apartamento? Algum desfalque em estatal? Porque me reuni com embaixadores. A outra porque subi no carro de som do Silas Malafaia”, disse o ex-presidente, reforçando sua defesa.
As declarações reacendem o debate sobre o papel do Judiciário nas eleições e o futuro político de Bolsonaro, que segue como figura central na oposição ao governo atual.
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