
Representantes do Irã e mediadores do Catar realizaram neste domingo (1º), em Doha, o terceiro dia consecutivo de negociações para tentar encerrar a guerra envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel, que já dura cerca de oito meses.
As conversas ocorrem com contatos regulares com Washington e buscam estabelecer condições para um acordo diplomático que interrompa os confrontos.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, informou que as consultas continuam, mas não anunciou uma decisão definitiva sobre a proposta discutida.
Um dos pontos em negociação envolve a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota marítima para o transporte internacional de petróleo e gás.
Segundo informações divulgadas pela Al Jazeera e repercutidas pela Reuters, uma proposta em discussão prevê a reabertura da passagem em até dois dias após um eventual acordo.
A restrição à navegação no estreito tem provocado impactos no fornecimento de combustíveis e preocupação nos mercados internacionais.
O presidente americano Donald Trump afirmou que não pretende realizar novos ataques contra o Irã antes das eleições legislativas de terça-feira (3).
O governo dos Estados Unidos, no entanto, ainda não descartou futuras ações militares caso as negociações fracassem.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que Trump não tomou uma decisão sobre novos bombardeios e que uma solução diplomática continua sendo a preferência de Washington.
Apesar das conversas, os dois lados mantêm posições de alerta. O governo iraniano determinou a manutenção da prontidão militar e advertiu sobre possíveis respostas a novos ataques.
Até o momento, não há anúncio de cessar-fogo definitivo nem confirmação de que as partes tenham chegado a um acordo.

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