ACM Neto defende ações contra facções e critica governo por segurança pública na Bahia

Ex-prefeito de Salvador comentou a decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e cobrou resposta mais firme do poder público.

Imagem ilustrativa de ACM Neto em ambiente institucional, gerada por inteligência artificial .Imagem ilustrativa de ACM Neto em ambiente institucional, gerada por inteligência artificial — Bahia Manchetes.

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, voltou a criticar a condução da segurança pública no estado e defendeu ações mais duras contra facções criminosas.

A declaração foi feita durante agenda política em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, na noite de sexta-feira (29).

A fala ocorreu em meio à repercussão da decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

O tema provocou reação do governo brasileiro, que classificou a medida como uma ameaça à soberania nacional.

Ao comentar o assunto, ACM Neto afirmou defender a soberania do Brasil, mas disse considerar grave a atuação de facções criminosas no país e, especialmente, na Bahia.

O ex-prefeito também criticou o que apontou como omissão dos governos federal e estadual diante do avanço da criminalidade.

Segundo ACM Neto, grupos criminosos têm causado impacto direto na vida da população, com reflexos em comunidades afetadas pela violência.

Ele defendeu que o poder público adote medidas mais firmes de enfrentamento ao crime organizado.

A declaração também amplia o debate político sobre segurança pública na Bahia, tema que deve ganhar peso no cenário eleitoral de 2026.

ACM Neto é uma das principais lideranças da oposição no estado e tem usado agendas no interior para criticar a gestão estadual.

A decisão norte-americana sobre PCC e Comando Vermelho foi anunciada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

Segundo a Reuters, os dois grupos devem ser formalmente incluídos na lista de organizações terroristas estrangeiras a partir de 5 de junho.

O governo brasileiro reagiu à medida e afirmou que o combate ao crime organizado deve ser conduzido dentro da soberania nacional.

Até o momento, não há indicação de mudança na política brasileira de enquadramento legal das facções.

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