Israel bombardeia hospital em Gaza; número de mortos pode chegar a 20

Entre as vítimas estão jornalistas que acompanhavam o conflito; Complexo Médico Nasser foi atingido por dois mísseis consecutivos nesta segunda-feira (25).

Israel bombardeia hospital em Gaza; número de mortos pode chegar a 20 — Foto: REUTERS/Hatem Khaled

🩸 Pelo menos 20 pessoas podem ter morrido após ataques israelenses ao Complexo Médico Nasser, no sul da Faixa de Gaza, nesta segunda-feira (25). Entre as vítimas confirmadas estão cinco jornalistas que cobriam o conflito.

💥 Segundo relatos locais, um primeiro míssil atingiu a área do hospital. Minutos depois, quando equipes de resgate tentavam socorrer os feridos, um segundo disparo foi lançado contra o mesmo local. Essa prática, conhecida como “ataque duplo”, é alvo de críticas internacionais por colocar civis e socorristas em risco.

📸 Entre os mortos estão Hussam Al-Masri (Reuters), Mohammad Salama (Al Jazeera) e Mariam Abu Dagga (colaboradora da Associated Press), além de outros dois profissionais de imprensa. Outro fotógrafo palestino da Reuters, Hatem Khaled, ficou ferido durante a cobertura. Uma transmissão ao vivo operada por Al-Masri foi interrompida no momento do ataque inicial.

🏥 Hospitais e jornalistas são protegidos por convenções internacionais, que classificam ataques contra essas estruturas como possíveis violações do direito humanitário. Entidades como a ONU e organizações de imprensa já manifestaram preocupação com a escalada da violência contra civis em Gaza.

🔎 O Exército israelense confirmou o bombardeio e disse lamentar “qualquer ferimento entre pessoas não envolvidas”, sem especificar o que isso significa. Afirmou também não ter tido intenção de atingir jornalistas, mas não esclareceu quem seria o alvo. “Deixe-me ser claro: as Forças de Defesa de Israel não miram civis”, declarou um porta-voz. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o caso como um “acidente trágico”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, maior aliado de Israel, afirmou “não estar feliz” com o ataque e fez apelos por um acordo para libertação dos reféns israelenses que ainda estão em poder do Hamas.

🖊️ O Comitê para a Proteção de Jornalistas condenou a morte dos cinco profissionais e pediu responsabilização. A Associação de Imprensa Estrangeira cobrou explicações imediatas. A Reuters lamentou a morte de Hussam Al-Masri e disse estar “devastada” com a notícia, pedindo apoio para garantir assistência médica ao fotógrafo ferido Hatem Khaled.

🚫 Israel não permite a entrada em Gaza de repórteres estrangeiros de grandes veículos, medida que contraria diretrizes da ONU sobre o direito à cobertura jornalística em zonas de guerra. Para contornar a restrição, agências internacionais contratam profissionais palestinos para reportar a situação no enclave.

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