Influenciadores e apostas online: Virgínia Fonseca depõe na CPI das Bets

Publicidade, responsabilidade e impacto social entram em pauta no Senado.

Influenciadores e apostas online: Virgínia Fonseca depõe na CPI das Bets— Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado.

A influenciadora digital Virgínia Fonseca, com mais de 50 milhões de seguidores, compareceu nesta terça-feira (13) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, no Senado, em Brasília.

Usando moletom preto com a estampa do rosto da filha, Virgínia tentou passar uma imagem diferente do luxo que frequentemente exibe nas redes sociais.

Convocada como testemunha, a influenciadora foi questionada sobre contratos de publicidade envolvendo plataformas de apostas online e o possível incentivo ao jogo entre seus seguidores, incluindo públicos vulneráveis e menores de idade.

🎯 A investigação e o papel dos influenciadores

🔍 A CPI das Bets tem como foco entender como influenciadores digitais promovem jogos de azar e as consequências dessa prática. De acordo com a relatora da CPI, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), a publicidade de apostas online pode gerar impactos sociais e psicológicos significativos, sendo considerada um problema de saúde pública.

Ninguém ganha das bets, elas existem para ganhar em cima do apostador“, destacou a senadora, reforçando as preocupações com a vulnerabilidade de parte do público atingido por esse tipo de conteúdo.

💬 Depoimento e esclarecimentos de Virgínia

📌 Durante mais de três horas de depoimento, Virgínia respondeu a perguntas sobre contratos publicitários, sua responsabilidade com os seguidores e as parcerias com casas de apostas. A influenciadora negou qualquer envolvimento em práticas irregulares e afirmou que sempre alertou seu público sobre os riscos associados às apostas.

Um dos pontos mais polêmicos abordados foi o contrato com a casa de apostas Esportes da Sorte. A CPI investiga se influenciadores recebiam comissões baseadas nas perdas dos apostadores, conhecida como a controversa “cláusula da desgraça”.

📜 O contrato e a polêmica da ‘cláusula da desgraça’

💼 Virgínia negou veementemente que seu contrato incluísse tal cláusula. Segundo ela, o acordo previa apenas um bônus de 30% sobre o cachê, caso ela conseguisse dobrar os lucros da empresa – meta que, segundo a influenciadora, nunca foi alcançada.

“Esse valor nunca foi atingido, nunca recebi um real a mais do que meu contrato de publicidade de 18 meses. Era um valor fixo. Se eu dobrasse o lucro, receberia 30% a mais, mas isso não aconteceu”, afirmou.

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