Secretário que recebe R$ 14,2 mil ‘sem trabalhar’ deve se afastar do cargo para disputar eleições

O secretário não quis comentar os motivos que o levaram a se ausentar por quase um mês do município.

(Foto:Nilton Bastos arquivo pessoal/ reprodução Facebook)

O secretário municipal de governo, Nilton Bastos recebe da prefeitura de Madre de Deus, na região metropolitana de Salvador, uma salário de R$ 14,2 mil, mas segundo a oposição, ele não ‘trabalha’. O líder da oposição na Câmara, o vereador Val Peças (PSL), chamou Bastos de “funcionário fantasma”. Na ocasião, o parlamentar ressaltou que “não existe secretário de governo no município”.

O edil chegou a ironizar que outro secretário teria assumido a pasta de Bastos. (Entenda)

A reportagem Bahia Manchetes tentou localizar Bastos por diversas vezes na prefeitura, mas ele não foi encontrado no setor de trabalho. Aliados confirmaram em reserva, que o secretário municipal de governo, não aparece com frequência em seu gabinete.

Bastos tem divulgado através da web uma série de reuniões políticas em outros cidades que não tem qualquer relação com as obrigações do cargo que ele ocupa no município.

O conteúdo das publicações de Bastos no Facebook, é explicitamente voltado à disputa para deputado estadual em 2018. Ele faz questão de compartilhar nas redes sociais fotos ao lado de lideranças que abraçaram sua pré-campanha,  antes de ser anunciada oficialmente. Apesar de a prefeitura manter um secretário na folha de pagamento  que participa de assinatura de ordem de serviços em outros municípios. Na localidade, falta emprego e até saneamento básico em um dos bairros mais antigos da cidade.

Nos últimos meses, o secretário intensificou as viagens e tratou publicamente de buscar apoio em diversos municípios da Bahia. Mesmo assim, Bastos não abriu mão do cargo que ocupa na prefeitura. A cerca de três semanas do fim do prazo previsto em lei, ele pretende deixar a secretária de governo e impulsionar a campanha no município.

Por lei, aqueles que quiserem se candidatar na eleição de outubro precisam deixar os cargos seis meses antes do pleito, prazo que neste ano terminará em 7 de abril.

Procurado, antes da publicação desta reportagem,o secretário de governo, Nilton Bastos disse que esteva em seu gabinete na segunda-feira (19), mas até às 19h desta terça-feira (20) ,o secretário não quis comentar os motivos que o levaram a se ausentar por quase um mês do município.

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