PT cobra do TSE resposta sobre supostas irregularidades na campanha de Bolsonaro

A ação movida pelo PT tem como base uma reportagem da Folha de S.Paulo que afirma que empresas privadas estariam pagando para impulsionamento de fake news sobre o PT.

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (Foto: Nelson Jr./SCO/STF) Conteúdo Miriam Leitão.

A uma semana do segundo turno, integrantes do PT pressionam o TSE (Tribunal Federal Eleitoral) por respostas na ação movida pela campanha de Fernando Haddad (PT), na última quinta-feira (18), contra o opositor Jair Bolsonaro (PSL) por possíveis irregularidades no processo eleitoral.

Em reunião com a presidente da Corte, ministra Rosa Weber, nesta sexta-feira (19) em Brasília, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), cobrou uma atuação firme da Justiça. “Estamos diante de uma boca de urna digital de grandes proporções que mudou o resultado da eleição praticamente no dia da eleição”, afirmou a jornalistas após o encontro.

A ação movida pelo PT tem como base uma reportagem da Folha de S.Paulo que afirma que empresas privadas estariam pagando por pacotes de impulsionamento de notícias falsas sobre o PT no WhatsApp. A campanha de Haddad pediu a impugnação da candidatura de Bolsonaro e que ele fique inelegível por 8 anos por abuso de poder econômico.

Segundo o jornal, eles teriam contratos de até R$ 12 milhões para disparar mensagens em massa e preparam uma operação na semana anterior ao 2º turno.

O jornal ainda afirma que o WhatsApp enviou notificação extrajudicial para as agências Quickmobile, Yacows, Croc services e SMS Market, apontadas como envolvidas no esquema, para encerrar o envio de mensagens em massa.

Se a prática for confirmada, trata-se de doação de campanha vedada por lei. A legislação não permite o financiamento empresarial e autoriza apenas o uso de listas elaboradas na rede social voluntariamente pelas próprias campanhas.

Bolsonaro disse que não tem controle sobre ações de empresários no WhatsApp. Já o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, afirmou que o partido só usou doações recebidas por meio de vaquinha virtual.

A petista cobrou agilidade nos prazos do TSE e a determinação de medidas cautelares propostas pelo partido na ação, como busca e apreensão nas empresas acusadas de atuar ilegalmente contra o PT. De acordo com Hoffmann, Weber demonstrou preocupação com as denúncias, mas não respondeu sobre prazos de decisões do tribunal.

Diante das acusações de caixa 2 na campanha de Bolsonaro, artistas também têm cobrado uma posição da Justiça Eleitoral. Vice na chapa com Haddad, Manuela D’Ávila (PCdoB) divulgou em seu perfil no Twitter vídeos com posicionamentos do ator Vladimir Brichta e de atrizes como Sophie Charlotte e Sônia Braga.

“Senhora ministra, qual a posição do TSE? Estamos aguardando. Queremos o melhor para o Brasil. Queremos justiça”, questiona Sônia Braga em vídeo para Rosa Weber. Ela lembra também de outras acusações de irregularidades, como a propagação de fake news sobre o “kit gay” e vídeo em que um dos filhos de Bolsonaro pede a eleitores para eleitores filmarem cabines de votação, o que é ilegal.

O tribunal havia convocado os jornalistas para uma coletiva de imprensa com a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, para a tarde desta sexta-feira (19). Agora, a conversa será no domingo (21).

Em nota, a assessoria de imprensa do TSE afirmou que “o adiamento se deu pela falta de agenda dos agentes envolvidos”. De acordo com o tribunal, o objetivo é “responder aos questionamentos levantados no primeiro turno”.

Também estarão presentes na coletiva o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), general Sérgio Etchegoyen, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, delegado Rogério Galloro. Com informações do HuffPost.

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