Por 6 votos a 4, novo pedido de investigação é rejeitado na Câmara de Madre de Deus

Denúncia destacava que durante o contrato emergencial a prefeitura pagou cerca de R$ 10,6 milhões a empresa que administra o Hospital.

Denúncia destacava que durante o contrato emergencial a prefeitura pagou cerca de R$ 10,6 milhões a empresa que administra o Hospital.(Foto: Reprodução)

A Câmara de Madre de Deus rejeitou na terça-feira (10) o pedido de abertura de um processo para investigar denúncias de supostas irregularidades na licitação envolvendo a empresa que venceu o contrato para administrar o Hospital do Município.

O documento que foi lido na íntegra pelo vereador Val Peças (PSL), destacava que durante o contrato emergencial a prefeitura pagou cerca de R$ 10,6 milhões a empresa que administra o Hospital Dr Eduardo Ribeiro Bahiana.  Para o parlamentar Anselmo Duarte, a denúncia é “inapta”, ele classifica ainda como uma “invenção de poder” ao antecipar seu voto contrário.

“Só quem pode dizer se a assinatura é sua ou não é própria pessoa gente. Isso aqui não cabe a esse poder Legislativo, a gente não pode sair dizendo que não é assinatura: ‘de A, de B ou de C’. Isso aqui cabe ao Ministério Público”, justifica.

O vereador Val Peças defendeu que a denúncia fosse investigada ao apontar supostas fraudes na unidade de saúde.

“Uma quadrilha organizada dentro de Madre de Deus, dentro do Hospital. Sabe o que é isso aí senhores e senhoras?! Acordo político entre o prefeito Jeferson, senhor Nilton Bastos e seu Fábio Lima, senhores”, acusa.

Resultado da votação

Para investigar o prefeito:

A favor do pedido de investigação: Jodiane Alves (PRB), Val Peças (PSL), Kikito Tourinho (PPS) e Juscelino Silva (PPS).

Contra a comissão: Lidivaldo Bonfim (PCdoB), Anselmo Duarte (DEM), Pastor Melk (PRB), Cláudia Copque (PSB), Joyce Lima (PRB) e Renato de Martins (PSD).