Paulinho e Joyce rebatem Juscelino e afirmam que não são massa de manobra do prefeito Jeferson

O confronto aconteceu na Câmara de Madre de Deus na última terça-feira (12).

Vereador diz que sogra de Jeferson é oficial de justiça e a acusa de segurar notificações contra prefeito (Foto: Reprodução)

Os  vereadores  Paulinho de Nalva  e Joyce Lima do Partido Republicano Brasileiro, em Madre de Deus, rebateram as declarações de Juscelino Silva (PPS) que afirmou na última terça-feira (12) que a bancada governista na Câmara Municipal é “massa de manobra” do prefeito Jeferson Andrade (PP). O presidente da Casa, vereador Paulinho, ressalta que não é “massa de manobra”  do chefe do Executivo e justifica que vota a favor dos projetos do gestor quando conhece.

” O meu mandato é meu e do meu povo. O meu mandato não é do prefeito não, vossa excelência bem sabe disso. Eu quero a colaboração, a compreensão  de vossa excelência pra ter mais respeito a essa Casa”, disse Paulinho.

Para Joyce, esses discursos serão utilizados com à aproximação da eleição municipal. Ela rechaça as críticas e aponta que é “muito fácil dar gritos aos ventos” e que os eleitores “não votar por gritos”.

Em seguida, reforça os questionamentos feitos na galeria por uma moradora ao vereador Juscelino e ironiza: ” Fala, fala, então a senhora quer saber do gás de R$ 38.”

A parlamentar afirma ainda que “não é marionete” para  fazer o que os outros fazem e que costuma agir de forma “consciente”.

“Eu queria ver um vereador de manato que já têm várias experiências que nunca errou ao sentar aqui, que nunca fez algo que disse: ‘poxa disso eu me arrependi’. Eu não vou ser a vereadora perfeitinha que faz tudo certo, é o meu primeiro ano de mandato e vai ter coisa que eu vou acertar? Sim! E vai ter coisa que eu vou errar? Sim! E o que eu errar vou tentar concertar sou um ser humano”, afirma.

O vereador Juscelino pediu parte do tempo de Jodiane Alves (PRB) e retruca as declarações de Paulinho e Joyce.

“Já que vossas excelências não é massa de manobra de manobra [sic]: dê 5% ao prefeito, dê 30%, não dê os 100%, não dê o remanejamento. Aí sim, eu vou voltar aqui e dizer que vocês não é massa de manobra do prefeito, mas enquanto acontecer. Aprovar tudo a toque de caixa  aqui, eu vou dizer sim, que é massa de manobra, e acabou! Se quiser vir pra o embate que venha “, dispara.

Ele acresenta que na próxima sessão vai divulgar tudo que foi aprovado na Câmara Municipal, ao que chamou de ” legal, mas imoral”.

“E vou dizer a sociedade realmente o que aconteceu com os vereadores aqui e acabou! A minha tese é essa, quem gostar gostou, quem não gostar venha pra o embate.  Se vir pro embate vai ter”, sentenciou.

Antes de passar a palavra, Paulinho diz para Juscelino não ficar nervoso porque os parlamentares precisam debater e alfineta o opositor: ” Se eu achar que devo dar 100%  eu vou dar, se eu achar que vou dar 5% eu vou dar,  porque o voto é meu, não é do prefeito, não é de vereador, não é de ninguém, é meu”.