Mulher espancada por ex denuncia dificuldade para registrar caso em delegacias de Salvador

Vítima mora em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador.

Vítima ainda tem marcas de agressão pelo corpo — Foto: Reprodução/ TV Bahia

“Ele me batia nos braços, me dava soco também no abdômen, na cabeça e me enforcou. Parou quando eu liguei para a polícia, que aí ele tomou o celular de minha mão e quebrou”. Esse é o relato de uma dona de casa que foi espancada e ameaçada de morte pelo ex-companheiro em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador.

Com marcas pelo corpo e o trauma da violência, a vítima, que prefere não se identificar, denunciou à imprensa que teve dificuldade para registrar as agressões que sofreu, nas delegacias da capital baiana.

Segundo a mulher, ela foi agredida na segunda-feira (11), em Simões Filho, e procurou abrigo na casa de um familiar, em Salvador. Na ocasião, ela foi em duas delegacias da capital baiana, sendo uma delas a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), mas não conseguiu atendimento. Ela só foi atendida na manhã desta quinta-feira (14), três dias após o crime.

Conforme detalhou a vítima, ao chegar à capital baiana, ela procurou a 12ª Delegacia Territorial (DT/Itapuã). Na unidade, a mulher foi informada que deveria procurar a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), no bairro de Periperi. Entretanto, ao chegar na unidade especializada, ela foi informada que não poderia registrar o caso no local porque ocorreu em Simões Filho, ou seja, ela teria de procurar uma delegacia da cidade da região metropolitana.

“Me sinto triste, magoada, porque estou desprotegida. Ele [o suspeito] manda áudios para minha irmã, dizendo que vai vir aqui, que sabe onde minha família mora”, relatou a vítima.

A Polícia Civil informou que a denúncia da vítima da dificuldade no atendimento nas delegacias está em apuração e, assim que esclarecido, se confirmada alguma conduta inadequada de algum servidor das unidades citadas, todas as medidas correcionais cabíveis serão adotadas.

A vítima conta que deixou o município de Simões Filho, após as agressões, pois teme voltar à cidade já que agressor vive e trabalha na região. Diante dessa situação, ela insistiu em registrar o caso na capital baiana. Com informações do G1.