Kikito e Melk batem boca durante sessão na Câmara de Madre de Deus

Discussão foi motivada por comentários de Melk que o colega de partido rebateu.

Kikito e Melk batem boca durante sessão na Câmara de Madre de Deus- Vereadores Kikito Tourinho e Pastor Melk- Foto- Divulgação Câmara de Madre de Deus.

Os vereadores Kikito Tourinho (PPS) e o Pastor Melk do mesmo partido, protagonizaram na tarde de terça-feira (4) um bate-boca no plenário da Câmara Municipal de Madre de Deus. A discussão foi motivada por comentários de Melk que o colega de partido rebateu. Kikito também  reclamou que em determinadas ocasiões o presidente da Casa, Paulinho de Nalva (PRB), costuma quebrar “protocolos” e lembrou que na semana anterior, o então vereador Marden Lessa (PCdoB) e Anselmo Duarte (DEM) tiveram o tempo “prorrogado” por Paulinho.

“Se a lei é pra um, é para todos! E aqui, eu estou para cobrar… Se der pra um, dez minutos, eu quero meus dez minutos. Se der pra outro oito, eu quero oito, se der pra um cinco, eu quero cinco”, protestou Kikito.

Em outro momento, o Pastor Melk destacou às ações da administração municipal, como o Hospital Municipal e o ensino de Tempo Integral no município ao que chamou de “avanço na educação”, disse ainda, que não está defendendo o prefeito Jeferson Andrade (DEM), e justifica que é uma questão de justiça.

“É claro que ainda tá nos seus ajustes, no seu início. Algumas coisas vão estar faltando, algumas não vão estar acontecendo, porque a engrenagem ainda não funciona como nós queremos que funcione. A questão é que nós queremos o topo, sem passar por degraus. E nós precisamos chegar no topo, mas de degrau em degrau.  Então, é importante a gente salientar aquilo que está dando certo”, afirmou Melk sobre o ensino de tempo integral.

Na questão de ordem, Kikitou pediu a palavra, depois das declarações do colega e afirmou que Melk não poderia ter ultrapassado o tempo de seu discurso.”Eu gosto de fazer minhas coisas né… E se for pra um é pra todos”, neste momento, Melk solicita questão de ordem e Kikito retruca: “Não! Eu estou na fala vereador”.

“E outra coisa, falar é bom! Eu quero ver o vereador que está falando sobre saúde e educação botar nossos filhos, porque meu filho também estuda em particular. Mas se for para o público ele não vai querer não. Para ver se é bom [sic]”, rebateu Kikito, elevando o tom.

“Porque o que tá falando aqui é verdade, não estou inventando não [sic]. Como foi uma cidade que já teve mesmo, agora se tá bom, por que os filhos estudam no particular? Por que procura a saúde no particular? Então, não venha [sic]. Eu estou aqui para melhorar também vereador, eu tô aqui contribuindo para melhorar. Então vamos ver o que fala. Se não pode contribuir ?! Porque não sou submisso a esse prefeito! Às coisas erradas eu não vou me curvar, agora se vossas excelências vão se curvar paciência [sic]”, esbravejou Kikito.

O presidente da Casa, Paulinho de Nalva, tentou conter os ânimos informando que quando tiver matéria específica “não vai abrir mão do pequeno expediente” para evitar, o que ele classifica como “confusão”. Na questão de ordem, Pastor Melk  justificou que não pediu minutos a mais, em seguida, explicou que quem pediu minutos a mais foi Kikito.

“Agora o vereador [Kikito] usou quatro minutos a mais e tá reclamando. Outra coisa vereador, eu não estou falando mal de vossa Excelência. Eu estou falando do que fiscalizei, daquilo que eu vi, daquilo que sou testemunha”, continuou Melk.  O presidente tentou interromper a fala,mas não obteve sucesso.

“Aí o plenário se manifestando né? É importante que a oposição se manifeste, agora respeito é bom, me respeite como eu te respeito, e nunca te desrespeitei aqui. Eu não desrespeito o plenário, então me respeite como eu te respeito”, emendou Melk.

“Sempre respeitei vossa Excelência, também me respeite”, devolveu Kikito, repetindo.

Neste momento começa um bate-boca entre os dois parlamentares. Melk aumenta o tom para tentar esclarecer que não direcionou as declarações a Kikito, enquanto isso, Paulinho tenta interromper a discussão, mas novamente não consegue.

“Quando plenário fala: ‘puxa-saco’. Eu tô dizendo assim oh: eu não me refiro ao plenário aqui em momento nenhum com desrespeito. Então não foi com o vereador”, justificou.

Depois da sessão o vereador Kikito Tourinho, ponderou o enfrentamento, e informou que a situação já havia sido esclarecida com o Pastor Melk.