‘Homem-Formiga e a Vespa’ estreia no Brasil nesta quinta-feira

Continuação acerta tom de super-herói secundário e ganha força com carisma gigantesco de seus protagonistas.

Paul Rudd e Evangeline Lilly vivem os heróis de 'Homem-Formiga e a Vespa' (Foto: Divulgação/Disney)

Aos poucos, a Marvel vai acertando o tom nos cinemas de seus personagens mais secundários. É o caso de “Homem-Formiga e a Vespa”, que estreia nesta quinta-feira (5) no Brasil como a produção mais família da editora, ao mesmo tempo em que se afasta do gênero de super-heróis para se assumir de vez como uma aventura de ficção científica.

Ironicamente, a continuação melhora ao abandonar os últimos resquícios do estilo deixado por Edgar Wright (“Em ritmo de fuga”), o ótimo diretor que começou a gravar o primeiro filme em 2015 e que foi demitido por causa das famosas “diferenças criativas”.

Com isso, supera o bom resultado do anterior, prejudicado pela irregularidade causada pela mistura da assinatura única do cineasta com a linguagem típica e mais “genérica” da Marvel nos cinemas, que não permite tantos toques autorais às suas obras.

Com o controle do começo ao fim, Peyton Reed (“Teenagers: As apimentadas”) constrói um boa aventura família de ficção científica, um respiro bem-vindo após todo o peso dramático do fim de “Vingadores: Guerra Infinita” (mesmo ausente da grande reunião de heróis nos cinemas, o Homem-Formiga não escapa intacto de suas consequências).

Viagem insólita

Após uma história de origem em que enfrentava um vilão com poderes idênticos aos seus – a fórmula padrão da Marvel –, Scott (Paul Rudd), o segundo Homem-Formiga, ajuda seu mentor (Michael Douglas) a resgatar sua esposa (Michelle Pfeiffer) do microverso, uma realidade subatômica na qual ela está presa há décadas.

Para isso, ele também conta com a ajuda de Hope (Evangeline Lilly), que acabou de herdar o uniforme e a identidade de super-heroína da mãe como Vespa. Para que o público não esqueça de vez de que se trata de um filme de super-heróis, ele ainda precisa enfrentar uma misteriosa e obcecada nova inimiga (Hannah John-Kamen) com o poder de atravessar paredes.

A história, mais redonda, dá a cada um dos protagonistas algo verdadeiro a fazer. Interpretado por Douglas, Hank ganha bastante espaço e uma aventura própria (que de certa forma lembra o clássico de Sessão da Tarde “Viagem insólita”, de 1987).

Já a vilã, muito diferente do Fantasma dos quadrinhos, segue o exemplo de antagonistas mais recentes da Marvel ao se tornar mais complexa e ganhar motivações que vão além de dinheiro ou poder. Com informações do G1.

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