Há 7 meses pacientes que estão em tratamento fora de domicílio não recebem benefício, diz vereador

Vereador Val Peças (PSL) fez a denúncia na última terça-feira (4).

Câmara Municipal de Madre de Deus (Foto:Reprodução)

Parlamentares se revezaram no plenário da Câmara de Madre de Deus em discursos a favor e contra o governo na última terça-feira (4). Houve até bate-boca na sessão.

Uma das denúncias mais graves foi proferida pelo vereador Val Peças (PSL) que afirmou que há 7 meses pacientes que fazem tratamento fora de domicílio (TFD) não recebem ticket alimentação.

“É lei, vem um dinheiro do Governo Federal, agora pasmem senhores, o município comprou quase R$ 500 mil de ticket alimentação”, diz. E completa: “Aqui têm várias declarações [de pacientes] que faz tratamento de hemodiálise que não está recebendo ticket alimentação, mas todo mês no Tribunal de Contas os nomes das pessoas tá lá, como se tivesse recebendo. Isso é uma vergonha senhores “, dispara Val, aumentando o tom do discurso.

Val afirmou ainda que ele, Juscelino Silva (PPS), Jodiane Alves (PRB) e Kikito Tourinho (PPS) protocolaram  denúncias no Ministério Público Federal, Estadual e no Tribunal de Contas dos Municípios.

“Porque se depender muitas das vezes daqui dessa Casa, não vai pra lugar nenhum”, finalizou.

o vereador Pastor Melk (PPS) afirmou em seu discurso que a saúde no município “precisa melhorar como em todas a cidades do Brasil”.

“Na política, nós precisamos compreender que não é tudo que eu quero, e nem tudo que eu gostaria, é aquilo que é possível. E eu acredito que a cidade tem feito o que é possível”, disse Melk. 

Ele acrescenta que “viu no Face da vereador Joyce, às boas vindas pra o psiquiatra, isso é fazer saúde com seriedade”.

Melk ressalta ainda que não está defendendo o prefeito Jeferson Andrade (DEM), mas é uma questão de justiça.

O parlamentar elogiou o ensino em Tempo Integral ao afirmar que é importante falar dos “avanços na educação”.

Em seguida, aponta que “algumas coisas” podem estar faltando, mas é  “importante” salientar o que está dando certo.

Kikito pediu a palavra,  e afirmou que Melk não poderia ter ultrapassado o tempo de seu discurso. “Se for pra um, é pra todos”.  Neste momento, Melk solicita questão de ordem e Kikito retruca: “Não! Eu estou na fala vereador”.

“[…]Eu quero ver o vereador que está falando sobre saúde e educação botar nossos filhos, porque meu filho também estuda em particular. Mas se for para o público ele não vai querer não”, rebateu Kikito, elevando o tom.

Antes da discussão com Melk, Kikito fez uma alerta ao vereador Lindivaldo (PCdoB), sem citar nomes, alfinetou o ex-vereador, e atual Secretário Municipal de Esportes, Jibson Coutinho (DEM),

“O então, vereador se ausentou, eu entrei. Ele achou que deveria tá me manipulando. E eu disse: Não, o mandato é meu, eu sou suplente, então se vossa excelência saiu, automaticamente, eu que tenho que assumir”, lembrou Kikito.

Ele ressaltou ainda, que o ex-vereador sentava na frente para tentar manipular a fala dele.

O Parlamentar afirma que dizia: “Se vossa excelência quiser voltar, volte! Mas, eu não vou fazer o que o senhor quer”.

Ainda conforme Kikito, três meses depois ele precisou deixar o mandato para o ex-vereador voltar.

“Em 2012 eu ganhei, e estou aqui, quase 7 anos porque Deus me honrou. Porque não fui covarde, porque muitos querem fazer a gente de covarde. Então, que o senhor também tome isso como exemplo”, disse o socialista ao vereador empossado. Discorrendo em seguida sobre críticas ao governo.

De acordo com Kikito, antes de Jeferson assumir a prefeitura,  o município teve um “progresso de felicidade”, e que, o prefeito só “gosta do dinheiro” do município.

A vereadora Joyce Lima (PRB) por sua vez, que falou em seguida, afirmou em seu discurso que “fica tão feliz” pela sessão não está sendo transmitido pela rádio local, e justifica que a dona de casa poderia  se assustar com a “nossa cidade toda acaba da forma que tá”. Apesar de não ter sido muito específica, deu a entender que a declaração foi uma ironia às críticas de Kikito.

Na sequência, ela afirma que quer  “fazer uns agradecimentos” ao invés de estar criticando.

“Eu não sou muito de críticas, porque eu acho que a gente tem que fazer nossa parte de contribuição. De sentarmos, conversarmos e tentar melhorar a cidade no que precisa”, emendou. 

Após parabenizar algumas ações na administração municipal, a vereadora disse que “tudo na vida precisa melhorar”, e que, a cidade “melhora com a nossa contribuição”.

Em outro momento, Joyce pediu parte do tempo do Pastor Melk para explicar o seu discurso, que segundo ela, pode ter sido interpretado de duas formas.

Ela relata, sem citar nomes, que um vereador havia apontado que a cidade está “destruída”,  e responde: “A nossa cidade pode sim precisar de melhorias, mas destruída, ela não está”.

Para Joyce, a cidade melhora com a colaboração de todos e reforça que não é só fazer criticas, “mas também contribuir”.