Esquerda e direita disputam presidência na Colômbia neste domingo

Pesquisas de intenção de voto apontam vantagem de Iván Duque, candidato de direita apadrinhado pelo ex-presidente Álvaro Uribe.

Combinação de fotos mostra os candidatos presidenciais colombianos: Gustavo Petro e Iván Duque (Foto: Fernando Vergara, arquivo/AP Fotos)

Polarizada, a Colômbia vota neste domingo (14) para decidir quem substituirá Juan Manuel Santos pelos próximos quatro na presidência do país. De um lado, Iván Duque, senador “uribista” a favor de mudanças no histórico acordo de paz firmado entre o governo e as antigas guerrilhas das Farc. De outro, Gustavo Petro, ex-guerrilheiro do grupo M-19 e ex-prefeito de Bogotá, que promete consolidar o pacto.

Mais de 32 milhões de colombianos estão aptos para votar.

No primeiro turno, Duque recebeu 7,56 milhões de votos (39,14%), enquanto Petro teve 4,85 milhões (25,08%). Foi a primeira vez na história moderna do país que um candidato de esquerda chegou ao segundo turno de uma eleição presidencial. Isso assusta uma coalizão de forças conservadoras e de direita, que temem um governo de orientação chavista, contrário à propriedade privada.

Mas as pesquisas indicam que no pleito deste domingo Duque tem vantagem de entre 6 e 20 pontos.
O candidato eleito terá um Congresso de maioria direitista. Também enfrentará uma conjuntura crítica. A diminuição da desigualdade, o combate ao narcotráfico e à corrupção, a paz com grupos armados e o controle das fronteiras estão entre os principais desafios do novo presidente da Colômbia.

Segundo analistas ouvidos pela agência France Presse, o pacto com as Farc – que agora são um partido e retirou seu candidato por problemas de saúde – operou como um divisor de águas na Colômbia e contribuiu para a polarização política da sociedade.

“A Colômbia está polarizada desde antes das eleições. A polarização ficou evidente nas campanhas pelo ‘sim’ e pelo ‘não’ do plebiscito” pela paz, afirma Andrés Macías, pesquisador da Universidade Externado.

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