Em processo, Woody Allen exige indemnização de US$ 68 milhões da Amazon por quebra de contrato

Ação diz que 'alegação não fornece fundamento para rescindir o contrato'.

Woody Allen em foto no Festival de Cannes de 2016 — Foto: Valery Hache/AFP

O diretor Woody Allen entrou com um processo contra a Amazon Studios nesta quinta-feira (7), pedindo indenização de ao menos 68 milhões de dólares devido à recusa da companhia em distribuir o seu filme já concluído “A Rainy Day in New York” e à decisão de abandonar um acordo de produção e distribuição de quatro filmes.

Allen, de 83 anos, acusou a unidade da Amazon.com de quebra de contrato por desistir dos arranjos no último mês de junho, quando ressurgiu a acusação de que o diretor teria molestado sua filha adotada Dylan Farrow em 1992.

“A Amazon tem tentado justificar a sua ação se referindo a uma infundada alegação de 25 anos contra o sr. Allen, mas essa alegação já era bem conhecida da Amazon (e do público)”, antes de a companhia contratar Allen, diz o processo. “Ela não fornece um fundamento para a Amazon rescindir o contrato.”

A Amazon Studios não respondeu de imediato a pedidos por comentário.

Allen tem há muito negado a alegação de Dylan Farrow e de sua mãe, Mia Farrow, que apareceu em uma dezena de seus filmes e com quem o diretor manteve um relacionamento durante muitos anos. Allen não foi acusado oficialmente.

Recentemente, alguns atores e atrizes têm expressado arrependimento por terem participado de filmes de Allen depois que as acusações de Dylan Farrow ganharam nova atenção durante o movimento #MeToo, que começou no final de 2017.

“A Amazon não pode continuar fazendo negócios com o sr. Allen”, escreveu o conselheiro-geral associado da Amazon Studios, Ajay Patel, em um email no dia 19 de junho.

Seis dias depois, o advogado da Amazon Studios escreveu em email que “as renovadas alegações contra o sr. Allen, seus comentários controversos e a crescente recusa de importantes artistas em trabalharem ou serem associados a ele” fundamentaram a decisão da companhia.

Os advogados de Allen disseram que nenhum desses motivos justifica o cancelamento do contrato.

/Via Reuters