De aliado da oposição à escudeiro de Jeferson: Paulinho é um bom nome para prefeito?

Começou um jogo de empurra, nos bastidores, sobre qual dos governistas será escolhido para disputar a prefeitura.

Políticos comemoram eleição de chapa na Câmara de Madre de Deus- Foto:Pierry

Faltando pouco mais de 11 meses para as eleições municipais as articulações internas ganharam força nos últimos dias, em Madre de Deus. Por ora, ao menos quatro nomes são ventilados no governo. Com isso, começou um jogo de empurra, nos bastidores, sobre qual dos governistas será escolhido para disputar a prefeitura.

No páreo, estão Nita de Brito (PP), Marden Lessa (PC do B), Valdenir Noronha (PSD) e Paulinho de Nalva (PRB) que apareceu de forma despretensiosa e extraoficialmente como possível pré-candidato. No entanto, caso seja confirmado, o nome de Paulinho tende a embaraçar a disputa interna. A ordem no governo é apresentar um nome competitivo para vencer, ou ao menos deixar o grupo unido nas eleições.

Para o clareamento do cenário, os aliados precisam definir qual governista concorrerá. A escolha é necessária para evitar um racha na base liderada por Jeferson Andrade (PP) e, consequentemente, a fragmentação do grupo político.

A intenção de aliados é que a base escolha um nome, para que as composições sejam viabilizadas, uma vez que o nome do sucessor deverá carregar os encargos produzidos pela atual gestão. Além disso, a possibilidade de rompimento domina as rodas de conversas políticas desde que o governo não conseguiu alinhar o discurso para aprovar a Lei Orçamentária Anual com 100% de remanejamento.

O aceno positivo de Paulinho também pode provocar fissuras entre políticos do Republicanos (antigo PRB), já que o vice-prefeito Jailton Polícia que marcha na oposição ainda não foi oficializado como pré-candidato do partido. Paulinho conquistou o cargo de presidente da Câmara com apoio de vereadores de oposição e de Jailton, porém, contra a vontade do prefeito.

Na ocasião, o ápice do confronto entre o governo e Paulinho se deu, quando o prefeito Jeferson decidiu adotar uma postura mais dura com relação ao vereador e ameaçou demitir todos os funcionários ligados a ele. O objetivo era frear a candidatura de Paulinho no Legislativo, mas a estratégia não funcionou e gerou desgaste na base.

Durante a disputa interna da Casa, ele recebeu o apoio de diversos internautas que o classificaram na web como “renovação” e “mudança”. Há um ano no cargo, Paulinho não conseguiu apresentar mudanças no Legislativo e passou a segurar pautas contrarias ao governo.

O vereador Kikito Tourinho (PPS) chegou a usar a tribuna durante uma discussão no mês passado para afirmar  que as denúncias feitas na Casa estavam sendo travadas. O nome de Paulinho só foi cogitado como possível pré-candidato, após uma postagem ser compartilhada essa semana no Facebook. O card destacava que o presidente poderia ser o candidato de Jeferson, mas as reações não foram positivas e algumas até ironizaram o vereador.

A empolgação inicial com Paulinho não estava visível nas quase duas dezenas de relatos proferidos na web. Apesar disso, longe dos holofotes, lideranças ligadas ao político tentam emplacar o nome dele na disputa. Depois que assumiu a presidência, ele ganhou fama entre agentes políticos de “bon vivant”. Por outro lado, não conseguiu alcançar notoriedade com o cargo. E até então, não havia demonstrado musculatura política para uma escalada como essa. Oficialmente, Paulinho ainda não se posicionou sobre a pré-candidatura à prefeito. Diferente da disputa interna na Câmara, dessa vez, o silêncio não vai ajudá-lo.